Frágil e delicada, Anittae balança as pernas sentada na cama perdida entre os flocos de neve que valsam no ar, sutilmente do lado de fora da janela, ela não compreende como uma virgem pode ter tido um bebê, ela não dúvida do poder de Deus, sempre a ensinaram que Deus é capaz de realizar qualquer coisa que deseje, criar coisas do nada por exemplo, ela somente gostaria de entender, fora isso, que o bebê tenha crescido e se tornado um rei, um outro Deus, ela compreende bem. Anittae levada por seus pensamentos se recorda de quantas vezes ouvira a história das irmãs que tomam conta do orfanato, mas não havia imaginado até o momento que ela realmente estivesse escrita em um livro, ela adorava livros, mas jamais havia visto uma história como essa, uma virgem ser mãe, parecia um conto de fadas e Anittae não gostava de contos de fadas, não acreditava em finais felizes, nunca havia visto um final feliz em sua vida, tampouco houveram começos felizes, embora a vida no orfanato nunca tenha sido ruim, também nunca conhecera o afeto de pai e mãe, padrasto, rei, madrasta ou rainha boa ou má, sequer ela estava preocupada com o príncipe encantado. Anittae conhecia a vida, sabia o que gostava e ela gostava de café, e sabia também que em breve estaria na hora do café delicioso das irmãs, o cheiro já invadia todo o lugar. Anittae repousa o livro carinhosamente na cama e deixa o quarto, parando à porta e sorri ao se recordar da parte da estrela que guiara os três reis que eram também magos.
Titânia desliza dançando pelo salão principal, o piso em mármore branco reflete a beleza de sua pele alva, Oberon, contempla sua rainha, consorte e amante do trono, um sorriso lhe brota à face. Os convidados do soberano do mundo das fadas, se divertem e se exaltam em murmúrios, sorrisos e intrigas, apenas uma Reiam, filha adotiva do lady Titânia e Lord Oberon, não sorri, está debruçada sobre a fonte mágica em seu quarto na torre leste, de onde pode observar qualquer lugar em qualquer mundo que deseje, ela adoro o mundo dos humanos, passa horas observando, os vê celebrarem, amarem, odiarem, destruírem e sofrerem, os vê cantar e matar uns aos outros, não julga, ela compreende o homem, sabe que o que fazem é parte intrínseca de sua natureza selvagem e desorientada, embora seja muito raro Reiam se cansa de olhar e volta o olhar pela janela a sonhar com as planícies do mundo das fadas, então a imagem na fonte muda se dissolve e reconstitui em um aposento de paredes brancas impecáveis, uma cama simples arrumada e um livro intrigante de capa preta com um estranho símbolo dourado na capa, Reiam já foi mortal e conhece todos os idiomas dos humanos, ela volta a atenção para a imagem onde vê sem muito interesse o lugar e se levanta, seus pais devem estar sentido sua falta na festa.
domingo, 18 de outubro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Crônica - Prelúdios da Gehenna - Baseado em Vampiro à Máscara
Calor, nada incomodo, uma brisa morna desliza suavemente entrando pelos altos vitrais vinda do mar Adriático, tocando sua pele fria na face, Alessio, ele está assustado, e não se preocupa em resguardar suas emoções, ele não precisa, não tem motivos para isso. Os rumores, as notícias não cessam em todo o mundo, noite após noite, como se já não bastasse os anaquistas e suas tolas teorias apocalípticas, seus atos insensatos, para romper a ordem que tantos como ele se esforçam para manter, a ordem que ele tanto aprecia, ele pensa, medita e com um sorriso que lembra um soluço, ele pensa que sua preciosa ordem é o que os mantém a salvo do mundo, não não, de fato, é uma necessidade não um mero capricho dos Ventrue, ele se deixou levar e sem motivos, afinal Ian é Ventrue e sempre fora tão devotado, tão fiel, muitos ao seu redor eram também, mas e esse não forem somente devaneios e se fosse verdade? Alessio pensa, treme, sua alma se desespera e ele pensa que gostaria de chorar mas sabe que não pode, ele gostaria de ficar um pouco mais, mas em breve a assembléia estará cheia e ela sabe que o princípe nunca se atrasa. Ele parece cansado, se permitesse que o corpo caísse um pouco mais, estaria deitado, apoiando a cabeça a costas da mãos, a outra desliza pelo colo até que seus dedos encontram a máscara, sim ele desperta, ele a observa, sim ele saberá o que fazer é melhor ir andando o príncipe de Ravenna nunca se atrasaria, ele se levanta segurando a máscara com ambas as mãos, para um instante sentido a brisa, e caminha até a grande porta, consegue ouvir os rumores, conversas avídas, ele sabe que Ian está do outro lado, aguardando paciente e permitindo que ele fique só o quanto desejar, mas sabe também que o príncipe nunca se atrasa, Alessio ergue a máscara e suavemente a coloca sobre o rosto. Alessio deixa a sala é óbvio, mas quem atravessará a porta é o príncipe, o príncipe de Ravenna, o príncipe pavão.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Não se pode terminar o que nunca existiu!
Mas eu sempre soube que seria assim, foi tolice, mas eu não me arrependo, todavia, sufoco minhas esperanças como antes, desta vez, levo comigo sua imagem mais uma vez, e algumas lembraças preciosas para todo o sempre, sinto-me feliz por ter tido essa oportunidade e ao mesmo tempo triste por não ter sido capaz de dizer negar o erro já praticado. O pecado maior de Desejo é tecer Sonhos desmedidos e impossíveis com tamanha formosura para serem dilacerados pela realidade, entretando mão me importo também com a Destruição de meu afeto por ti e tampouco me perco em Delírios, ou almadiçou minha sorte, não me entrego ao Desespero, desde em dia em diante serei teu irmão afetuoso e amarei-te como a Morte ama seus irmãos, pois quando o último de nós tiver partido deste mundo, seremos somente eu e você irmã, para fechar à porta e partir também! Partir é sempre necessário! O que não significa que não tenhamos aproveitado o tempo que passamos juntos e que este não tenha se tornado único, embora para sempre perdido nas brumas do Jardim, para sempre nosso, meu e seu, sem heroís ou vilões, sem mais virtudes ou lágrimas, sem erros, sem julgamento sem promessas, longe de todos os olhos e vozes que ardem por justiça e que jamais terão um vislumbre do que é estar apaixonado!
Destino
I know it's over
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well... Enough said
I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Oh...
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
See, the sea wants to take me
The knife wants to slit me
Do you think you can help me ?
Sad veiled bride, please be happy
Handsome groom, give her room
Loud, loutish lover, treat her kindly
(although she needs youmore than she loves you)
And I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
(Over and over and over and over Over and over...)
I know it's over
And it never really began
But in my heart it was so real
And you even spoke to me, and said:
"If you're so funny"
Then why are you on your own tonight?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight?
I know...
Because tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms...
"It's so easy to laughIt's so easy to hate"
It takes strength to be gentle and kind
(Over, over, over, over)
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
(Over, over)
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my ...
The Smiths
Destino
I know it's over
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well... Enough said
I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Oh...
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
See, the sea wants to take me
The knife wants to slit me
Do you think you can help me ?
Sad veiled bride, please be happy
Handsome groom, give her room
Loud, loutish lover, treat her kindly
(although she needs youmore than she loves you)
And I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
(Over and over and over and over Over and over...)
I know it's over
And it never really began
But in my heart it was so real
And you even spoke to me, and said:
"If you're so funny"
Then why are you on your own tonight?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight?
I know...
Because tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms...
"It's so easy to laughIt's so easy to hate"
It takes strength to be gentle and kind
(Over, over, over, over)
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
(Over, over)
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my ...
The Smiths
domingo, 10 de maio de 2009
Reflexão
A vida é sensacional, quando você pensa que tem o completo domínio de quem você é, o que quer, o que pensa e o que todas as suas opniões sobre são sensatas, ela pura e simplesmente coloca alguém no seu caminho que com um toque, um sorriso, uma palavra, transforma todos os seus conceitos em teorias.
Não me recordo com exatidão das palavras mas do impacto certamente.
"...Minha vida é como um jogo de póquer, recebo as cartas, estudo, tenho algumas fichas, decido se quero apostar nas cartas ou não, algumas vezes eu perco, outras eu ganho..."
Tenho sido egoísta demais com as minhas fichas, fico com medo de as pessoas que as ganhem não as mereçam, ou ainda de sentir saudades delas, e no final do jogo acabo colocando-as de volta na caixa, onde ficam até que alguém se interesse pelo jogo novamente, acho que é hora de me desfazer de algumas e quem sabe ganhar outras mais interessantes, afinal de contas em todos os jogos existem vencedores e perdedores, não se pode vencer sempre e tampouco perder para sempre, se você joga está fadado à perder e ganhar, agora se você apenas observa, jamais sentirá a euforia de ganhar e o medo de perder e estes dois a euforia e o medo, são duas emoções muito semelhantes, também não se pode ficar indiferente ou evitar as consequências de ambas, o sorriso ou a lágrima. Tenho sorrido tão pouco e derramado lágrimas por menos ainda.
Eu pago e dobro a aposta!
Destino dos Perpétuos
10 de maio de 2009 às 22:27
Não me recordo com exatidão das palavras mas do impacto certamente.
"...Minha vida é como um jogo de póquer, recebo as cartas, estudo, tenho algumas fichas, decido se quero apostar nas cartas ou não, algumas vezes eu perco, outras eu ganho..."
Tenho sido egoísta demais com as minhas fichas, fico com medo de as pessoas que as ganhem não as mereçam, ou ainda de sentir saudades delas, e no final do jogo acabo colocando-as de volta na caixa, onde ficam até que alguém se interesse pelo jogo novamente, acho que é hora de me desfazer de algumas e quem sabe ganhar outras mais interessantes, afinal de contas em todos os jogos existem vencedores e perdedores, não se pode vencer sempre e tampouco perder para sempre, se você joga está fadado à perder e ganhar, agora se você apenas observa, jamais sentirá a euforia de ganhar e o medo de perder e estes dois a euforia e o medo, são duas emoções muito semelhantes, também não se pode ficar indiferente ou evitar as consequências de ambas, o sorriso ou a lágrima. Tenho sorrido tão pouco e derramado lágrimas por menos ainda.
Eu pago e dobro a aposta!
Destino dos Perpétuos
10 de maio de 2009 às 22:27
segunda-feira, 16 de março de 2009
Provérbios II
Que podem mudar a sua vida, assim como trouxeram grandes mudanças para a minha!
"...A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras..." Machado de Assis
"...Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa..." Antoine de Saint-Exupéry
"...Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos..." Sócrates
"...Quem vive sem disciplina, morre sem honra..." Provérbio Islandês
"...Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima..." Buda
"...Vencer a si próprio é a maior de todas as vitórias..." Platão
"...De que vale ao homem conquistar todos os tesouros da terra e perder sua alma?..." Jesus Cristo
"...O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade..." Albert Einstein
"...Lembra-se sempre, a única coisa necessária para que o mal triunfe é que um homem bom não faça nada..." Arucard
"...A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras..." Machado de Assis
"...Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa..." Antoine de Saint-Exupéry
"...Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos..." Sócrates
"...Quem vive sem disciplina, morre sem honra..." Provérbio Islandês
"...Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima..." Buda
"...Vencer a si próprio é a maior de todas as vitórias..." Platão
"...De que vale ao homem conquistar todos os tesouros da terra e perder sua alma?..." Jesus Cristo
"...O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade..." Albert Einstein
"...Lembra-se sempre, a única coisa necessária para que o mal triunfe é que um homem bom não faça nada..." Arucard
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Lamentos II
Preciso tanto de você, quanto mais conhecimento eu absorvo do mundo, mais o abismo que me separa de ti cresce, me pergunto quantos tolos como eu, ainda buscam verdades e mentiras mundo afora, quando tudo o que os faria feliz é um ter colo onde repousar a cabeça exausta por pensar sem mover um único milímetro de onde esteve todo o tempo, sem verdades, mentiras, sem deuses, demônios, sem vilões ou heroís, somente um silêncio acolhedor onde as palavras tornan-se desnecessárias, quando um singelo toque pode dizer milhões delas!
E eis aqui novamente, cantando, lamentando saudades de ti, que nunca existiu, que nunca encontrei, que nunca beijei, que nunca amei, mas que mesmo assim perdi! Tamanha é coléra da Grande Vontade por minha pobre alma? Tamanho fora meus pecados? Que significa então misericórdia e o perdão? Que tolice é amar a outrem então? Que tolice dedicar a outrem nossas vidas e receber ingratidão, dores e lágrimas, que sentimento terrível é esse desconhecido amor, que nós invade com fábulas belíssimas durante a noite e nos abandona ao frio do inverno pela manhã! Só e fraco sem energias para ao menos lamentar o infortúnio da vida! Que saudades da cidade cinza, onde não me faltam esconderijos para chorar, onde em cada canto escuro o caos da violência não permite que o ruído de minhas lágrimas caindo no chão sejam notados, onde a cada noite, sem temor posso me fundir com a noite e ouvir outros lamentos que não os meus, dos quais já estou farto.
Destino dos Perpétuos
E eis aqui novamente, cantando, lamentando saudades de ti, que nunca existiu, que nunca encontrei, que nunca beijei, que nunca amei, mas que mesmo assim perdi! Tamanha é coléra da Grande Vontade por minha pobre alma? Tamanho fora meus pecados? Que significa então misericórdia e o perdão? Que tolice é amar a outrem então? Que tolice dedicar a outrem nossas vidas e receber ingratidão, dores e lágrimas, que sentimento terrível é esse desconhecido amor, que nós invade com fábulas belíssimas durante a noite e nos abandona ao frio do inverno pela manhã! Só e fraco sem energias para ao menos lamentar o infortúnio da vida! Que saudades da cidade cinza, onde não me faltam esconderijos para chorar, onde em cada canto escuro o caos da violência não permite que o ruído de minhas lágrimas caindo no chão sejam notados, onde a cada noite, sem temor posso me fundir com a noite e ouvir outros lamentos que não os meus, dos quais já estou farto.
Destino dos Perpétuos
domingo, 21 de dezembro de 2008
E o que resta de ti?
Se não as lembranças que um dia torna-se-ão cinzas de uma paixão egoísta e sem bondade, sem liberdade, acorrentada à erros e dívidas sem respeito algum?
E o que resta desta paixão, encarcero hoje no profundo abismo de minh'alma para que estas cinzas não sejam levadas pelos ventos do esquecimento, para que eu possa, quando fraco, recordar-me do quanto sou audacioso e tolo.
E neste abismo, escuro onde tu não podes penetrar, as águas calmas dos teus lamentos, medos acercam essas cinzas protegem-na de mim mesmo quando perdido eu tentar alcanca-lás amanhã, no momento em que a saudade for mais ardilosa que minhas virtudes.
E minhas virtudes são o cristal reluzente onde estão as cinzas desta paixão, pois não existe virtude sem honra e não existe honra sem respeito e amor próprio.
Destino dos Perpétuos
P.S. O final de semana foi ótimo...!
Cry Baby - Information Society
E o que resta desta paixão, encarcero hoje no profundo abismo de minh'alma para que estas cinzas não sejam levadas pelos ventos do esquecimento, para que eu possa, quando fraco, recordar-me do quanto sou audacioso e tolo.
E neste abismo, escuro onde tu não podes penetrar, as águas calmas dos teus lamentos, medos acercam essas cinzas protegem-na de mim mesmo quando perdido eu tentar alcanca-lás amanhã, no momento em que a saudade for mais ardilosa que minhas virtudes.
E minhas virtudes são o cristal reluzente onde estão as cinzas desta paixão, pois não existe virtude sem honra e não existe honra sem respeito e amor próprio.
Destino dos Perpétuos
P.S. O final de semana foi ótimo...!
Cry Baby - Information Society
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Desabafo
Temo pelo futuro das pessoas ao meu redor, cegas e obsoletas, obscuras a luz do sol em gestos mesquinhos e sem propósito, lhes falta caratér e ética, lhes sobra medo, e esse medo as mergulha em oceanos de desafectos, disfarçam sua incompetência em atitudes agressivas e evasivas sem o menor quer um resquício de honra, ineficazes por natureza, mas em todos os níveis a doença se alastra o que torna tudo mais fácil, como um cego se reporta a outro sobre a cor da parede? Honra, dizem que o homem que vive sem disciplina, morre sem honra, todavia os mesmos ignoram a ceifadora perdendo-se em suas ilusões, espero que a cortina do palco não desça breve, pois se o espectáculo se encerra, aqueles que dependem morrerão de fome, pois creio não estar sendo arrogante quando me nego a acreditar que tamanha ociosidade possa sobreviver fora da jaula. Temo pela descendência que será o alicerce de uma sociedade amanhã, pois não possuem suporte, não terão os menores valores e virtudes nobres do ser humano, temo pelas fatalidades que forçam os pequenas fissuras em feridas, temo pelas lágrimas da Grande Vontade.
Destino dos Perpétuos
P.S. Acabei de perceber que o corretor ortográfico ainda não leu a revisão da língua Portuguesa, well neither did I.
Destino dos Perpétuos
P.S. Acabei de perceber que o corretor ortográfico ainda não leu a revisão da língua Portuguesa, well neither did I.
Saudade ou Utopia
Saudades de você, cujo nome eu deconheço, saudades de você que observa as luzes dos edifícios e automóveis à noite e se pergunta onde estarei, saudades de ti que percorre as planícies dos sonhos buscando um rosto conhecido, saudades de você que no silêncio do meu quarto, enquanto adormecido estou, sussurra em meu ouvido seus lamentos de amor, saudades de você que viaja em meu pensamento a cada instante, saudades de você, cuja moldura vazia, guarda em minha estante o teu retrato, saudades de você que certamente ouve uma canção no rádio se surpreende pensando em mim, saudades de ti que busca meus braços quando fragilizada, saudades de você que desperta nas manhã de domingo sorridente sentido o aroma do desjejum que preparo, saudades de ti que inspira meus poemas, saudades de ti que zela pelo meu sono, saudades de suas piadas rompendo o tédio do domingo à tarde, saudades de seu ego enobrecido por feridas que não sangram, mas não cicatrizam, saudades de você dançando pelo meio da sala, saudades do seu sorriso gentil, saudades de você que habita minha alma, saudades de você de meias no sofá da sala em uma dia de chuva, saudades de você me envolvendo seus jogos tolos, saudades de você se aconchegando durante o sono, saudades de você divagando em pensamentos, perdida entre Deus e o Diabo, saudades de você em crises de consciência, saudades de você em tardes ensolaradas se queixando do calor, saudades de você preguiçosa em manhãs de inverno, saudades de você empolgada em dias de primavera, saudades de você embriagada em noites de outono, saudades de seu riso solto, saudades do perfume da sua pele preenchendo a casa, saudades dos teus sapatos pelo chão, saudades da sua mão em meu ombro, saudades das luzes da metrópole ao seu lado, saudades do seu tédio, saudades da sua voz solta cantando pelas ruas, saudades do que teria sido ao teu lado, saudades do que nunca fora contigo, saudades do que jamais virá a ser sem ti.
Destino dos Perpétuos
Destino dos Perpétuos
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Arrogante
Sou arrogante quando meus sentimentos estão expostos...?
Sou flexível, racional e coerente, todavia posso e serei intolerante e arrogante se você não tiver algo a acrescentar à minha vida ou se ocultas a ociosidade de sua existência em confrontos sem valor ou razão.Meus sentimentos são um domínio restrito, uma monarquia absolutista, estão emersos em um lago de águas escuras, profundas, cujas margens são gélidas e de onde não se avista o fundo ou horizonte, são águas imutáveis e imprevisíveis, estão para sempre perdidas em meus delírios, não tente me decifrar, não ouse prever, não se arrisque a analisar, simplesmente pergunte e ouse acreditar ao menos a culpa do equívoco não residirá em ti.
Destino dos Perpétuos
Sou flexível, racional e coerente, todavia posso e serei intolerante e arrogante se você não tiver algo a acrescentar à minha vida ou se ocultas a ociosidade de sua existência em confrontos sem valor ou razão.Meus sentimentos são um domínio restrito, uma monarquia absolutista, estão emersos em um lago de águas escuras, profundas, cujas margens são gélidas e de onde não se avista o fundo ou horizonte, são águas imutáveis e imprevisíveis, estão para sempre perdidas em meus delírios, não tente me decifrar, não ouse prever, não se arrisque a analisar, simplesmente pergunte e ouse acreditar ao menos a culpa do equívoco não residirá em ti.
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