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sábado, 14 de março de 2015

Reborn

Meu coração é ingênuo e sonhador, um estúpido conglomerado de devaneios e ilusões construídas sobre um alicerce de fantasias alheias colhidas a esmo em momentos de tristeza e solidão, em momentos de fragilidade e desesperança, em momentos de desespero eu revivo e me torno mais poderoso.

Destino dos Perpétuos

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Reload

É tão estranho que agora, após longos dois anos, apenas dedicando-me ao amadurecimento e crescimento profissional eu sinta novamente necessidade de escrever, talvez seja o final de outra era em minha complexa existência ou apenas uma calmaria temporária, mas temo que sejam as consequências da sua chegada. Oh sim, repentina, inesperada e intensa, intensa em toda sua suavidade, tão contraditórias são as emoções as quais me apego, tão efêmeras são as perspectivas com as quais me iludo e tão preciosas que não concebo me desfazer de nenhuma delas, não, desejo exatamente o oposto, banhar-me em incertezas e viver cada instante saltando de nuvem em nuvem até alcançar o que desejo com o toque de meus dedos! Imagino você sentada sobre uma destas nuvens, com as pernas cruzadas e este sorriso encantador, e os pés descalços, pés, que devo confessar são lindos!

Destino dos Perpétuos

Reflexões

Ficar em casa me faz pensar demais, e minhas reflexões sempre me arrastam por uma estrada de dúvidas e emoções conflitantes. Porque a beleza é tão idolatrada? Quando mesmo a mais bela das rosas murchar e morrer, devolvendo a mãe terra todo o alimento que a nutriu durante a vida, tudo o que lhe restará será a memória evanescente de seu perfume e a visão distante de sua beleza e você sorrirá ao se recordar de todas as vezes que a viu, banhada pelo orvalho da manhã, ou com as cores vibrantes da primavera, mas ela já terá partido desta realidade. Portanto o que realmente importa não é o que você possuí ou sua beleza, sua oratória, seu sucesso, mas sim o que você faz com tudo isso, o quão profunda, sincera e bela será a lembrança que os que ficam terão de ti, quando tiveres partido para a grande jornada do além vida.

Destino dos Perpétuos às 13:00

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Para sempre

Se refletirmos por algum tempo, chegaremos a uma conclusão cruel à primeira observação, no entanto estar ciente desta pode suavizar a maioria de nossos anseios e nos levar à compressão dos propósitos da criação.

Enquanto vivemos essa experiência carnal, nosso espírito se encontra acorrentado ao corpo e aos desejos, vícios e prazeres da vida mortal, não obstante que esta seja a crença da maioria das religiões do mundo, existe um detalhe que todos as pessoas parecem ignorar. Nada existe para sempre.

O apego à tudo que "existe" nesse plano é a causa raiz de nossas lágrimas, temores e o maior arauto da dor. A partir do instante em que admitimos que nossa situação, seja esta qual for, é momentânea, então os momentos de dor e de perda com os quais a vida nos afligem tornam-se mais suaves e compreensíveis.

Um homem que se encontra em uma situação miserável ou desesperadora e não consegue encontrar solução para seu problema, ele não enxerga além de si mesmo e o ego não permite que sua mente se ocupe em nada além de vencer, transceder a situação que lhe aflige e esse "instinto" o mantém tão ocupado, obcecado em si mesmo que o cega para a maravilhosa verdade que se encontra atrás da cortina. Tudo é momentâneo na criação. Apenas o criador é eterno.

Os grandes mestres e avatares da humanidade, pregaram o desapego à matéria, pois todos compreenderam o sofrimento que o apego pode trazer ao espírito.
Se um homem admite que nada na criação é eterno, então ele próprio enxerga sua condição nesta existência como momentânea e é tão verdade que não existe uma dor que dure para toda vida, assim como são breves e logo se perdem nas areias do tempo os momentos de alegria que vivemos.

O espírito humano transcede à morte pois é o desejo do Criador, pois o espírito nada é senão parte do espírito primordial do Criador, uma centelha do ser primordial, este sim eterno em si, existindo para sempre, desde de todo o sempre, algo que não podemos compreender totalmente, uma vez que nossa existência é limitada por fases que apenas iremos compreender após passarmos por elas.

Toda vida é apenas um breve instante frente ao Criador, toda a criação é apenas uma condição temporária, o pensamento existe o resto é ilusão, portanto o homem livre é o que admite que sua condição é temporária e consegue, mesmo frente às árduas condições que a existência lhe força, ser feliz com aquilo que possui.

Óbviamente o apego à matéria é o que pensamos ao meditar sobre a vida e a morte, no entanto, um ente querido que perdemos ou um amigo é também parte da criação e a morte não interrompe sua existência, mas o transforma para um outro nível de existência que não somos capazes de perceber com nossos sentidos.

Confirma-se a Lei da Correspondência: "o que está fora é o reflexo do que está dentro" ou ainda "Como em cima - assim em baixo, como em baixo - assim em cima", uma das sete leis do Hermetismo, também em nossa condição carnal, bem pouco em nossa condição mortal acontece que não tenha princípio e fim, uma doença, a dor de um ferimento, a dor da perda de uma pessoa amada, os momentos de alegria e prazer, uma relação, ou ainda a euforia de uma paixão, a empolgação de um novo emprego, a tristeza da saudade, tudo é temporário.

Algumas vezes é própria morte que interrompe uma relação que aos nossos olhos, pode ter durado uma vida toda, no entanto termina com a passagem para outro plano de existência, mas as energias de amor, carinho, afeto e admiração que fundaram essa relação transcedem à morte, assim como os laços de rancor, inveja e ódio que o apego nos oferece, ludibriando o espírito através do orgulho e do ego.

Cleiton Moraes de Melo

"Death is a natural part of life. Rejoice for those who transform into the Force. Mourn them do not. Miss them do not. Attachment leads to jealousy. The shadow of greed, that is."
"Train yourself to let go of everything you fear to lose."

Master Yoda

quinta-feira, 24 de março de 2011

A hipocrisia das vertentes do Cristianismo protestante e ortodoxo no Brasil

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipocrisia

É lamentável que tantas almas estejam sobre a orientação religiosa da grande maioria das "igrejas caça níquel" protestantes e ortodoxas no Brasil. É revoltante saber que em plena era da informação as pessoas, sintam-se confortáveis em ter alguém que os diga o que pensar e como agir com relação ao seu relacionamento com Deus. 1º Pecado = Preguiça

Minha singela opinião: Deus não é importante para ao ser humano enquanto sociedade. Deus é importante para o ser humano enquanto indivíduo.

Com o volume de informações disponível para as pessoas comuns, é absurdo o número de pessoas que se expremem em pequenos templos, para ouvirem a opinião de um único homem sobre Deus.

A experiência religiosa é única e pode ser vivida apenas em nível indivídual, não estou criticando o convívio social para se louvar ou instituição, associação igreja alguma e sim o comportamento das pessoas à submeterem à opinião de outrem, ao invés de buscarem dentro de seus próprios corações o contato e a proximidade com Deus.

E aonde fica mesmo à hipocrisia? Ah sim, claro, reside exclusivamente nos argumentos e dogmas de algumas instituições que simplesmente vão chocar-se com a natureza do ser humano e que são impostos e pregados sem nenhum pudor ou consciência e dissiminados como vírus em nossa sociedade, vírus, epidemias de hipocrisias que apenas alimentam os vermes do preconceito e da intolerância, cisalhando a sociedade em blocos governados pela ignorância coletiva.

Nenhum homem pode me dizer o que Deus espera de mim ou o que eu sou digno a esperar de Deus, exceto eu mesmo, nenhum homem que não esteja moralmente acima de mim, pode um homem conivente, em sua intimidade, com todos os pecados que condena, subir à um altar e pregar para um grupo sobre esses pecados? Sobre os castigos que aguardam os que não operam conforme manda a lei de Deus? Com que autoridade pode um homem que transgride tais leis me tutelar?

Pode uma instituição condenar prática alguma dentro da sociedade, quando no passado essa mesma instituição foi responsável por um grande genocídio?

Não eu não serei tutelado para o controle, eu fui, mas hoje não permito que a mente se estreite à conceitos arcaicos, faço minha própria lei, e erro como todos os meus irmãs e irmãos e não me coloco em melhor posição, mas posso expressar-me como toda a certeza que, toda a culpa de meus crimes é minha, porque sou um homem livre e escolho arcar com as consequências de minhas escolhas.

Desde a infância a sociedade e suas instituições nos moldam para o "correto", a família, a escola, as empresas, as igrejas, associações, sindicatos e outros, nos forçam a seguirmos, adotarmos, defendermos padrões de moral e convívio social em prol da sociedade. Mas na verdade o que toda essas instituições nos oferecem é apenas controle, inibem o desenvolvimento do pensamento criativo do ser humano, impondo padrões que ninguém questiona e que a grande maioria, segue, prega e obedece, cegamente, sem reflexão e muitas vezes em conhecer o propósito. O nome disse meus amigos e amigas é ignorância.

Igrejas, cobram dizímos e oferecem atenção e conforto aos corações de seus fiéis, ofertam absolvição e remissão, mas como eu posso intervir e oferecer algo que somente Deus pode conceder?

Mas vejo ao longe que o horizonte reluz como a luz da verdade!

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/892208-estudo-indica-que-religiao-pode-acabar-em-9-paises-ricos.shtml

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Feiticeira e o Mago - Parte III

A luz do sol convidava ao frescor da manhã e tão logo vestiu-se a Feiticeira saiu de sua residência nos arredores da cidade, próxima ao início da floresta e caminhou pela clareira, em alguns minutos encontrou o caminho em direção à praça de Untein, aonde certamente, no templo de Santa Sofia, encontraria respostas para o tão enigmático sonho.

A Feiticeira levava uma vida dupla, porém necessária, em troca da descrição dos membros do clero e sua tolerância em não denunciar "certas práticas" à Roma, a Feiticeira mantinha as aparências e como conhecia a região desde sempre, guiava os expedicionários e demais historiadores até as grutas e cavernas da região mais à oeste de Untein, os membros do clero, óbviamente desejavam mais, desejavem possuir a feiticeira e saciar sua volúpia nas curvas sensuais da jovem no entanto ela, sempre se mantivera afastada da cobiça  dos homens e segura do amor de Lovuif, a quem julgava um companheiro, sábio e serene, além de ser o mais alto sacerdote da antiga religião da Grande Deusa nas proximidades de Untein.

O Mago no entanto possuía uma posição mais confortável junto à sociedade local e aos dententores do poder, era  versado em diversos idiomas e em história, seus serviços eram constantemente solicitados tanto pelo clero como pela realeza e sua astúcia lhe conferira à fama formidável de conselheiro à qual tanto os reis da província quanto outros magos procuravam constantemente, também era um sábio, ou assim pensara, não obstante à todo seu conhecimento seu orgulho era seu adversário mais implacável, o acorrentava aos mais mundanos desejos em sua ilusão ele acreditava ser íntegro, quando na verdade todas suas virtudes apontavam para dentro de si mesmo.

Já a Feiticeira era pura e em sua forma mais alva, permita-se confiar nas pessoas somente após muito tempo, empenho e dedicação, deixava-se levar pelo amor egoísta dos homens muitas vezes, no entanto suas mágoas não ancoravam em seu coração por muito tempo, sempre terminara por perdoar aos seus ofensores e cedo ou tarde, tomava iniciativa nas reconciliações, apenas a religião lhe era razão de orgulho, possuia um fervor enorme de seguir à Deusa e acreditava cegamente que suas convicções eram corretas e íntegras, neste ponto seu orgulho não ser diferente do orgulho do Mago

Aviso de despejo

Venho por meio desta comunicar que dentro do prazo máximo de infinitos dias, horas, minutos e segundos, estarei colocando-a para fora de meu coração para todo o sempre, sem possibilidade de audiência para reconciliação, ainda que o juiz outorgue essa decisão, o juri, meu coração tolo e infantil, já tomara a decisão de jamais voltar a posar olhos sobre você novamente com mesma intenção.

É dever desta salientar ainda que, quaisquer resquícios de uma relação amistosa é virtualmente impossível, haja vista, a profundidade de minhas mágoas e o tamanho de meu orgulho.

É imprescindível para a sustentação da boa moral e dos bons costumes que você respeite a distância mínima de 1 googol de quilômetros de minha pessoa, excetuando-se apenas ao pensamento, que insiste em permanecer tão perigosamente próximo.

Atenciosamente
Escorpiano

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dissimulado

Indiferente ao que é notícia
Inacessível ao que é confusão
Intolerante ao que é poesia
Insensível ao que for paixão

Inalterado ao que é evolução
Inviável ao que é progressivo
Inadimplente ao que é omissão
Inconstante ao que for passivo

Inestimável com quem me cativa
Insalubre com quem me devora
Impassívo com quem é injustiça
Invariável com quem me implora

Inesgotável ao quem me é dor
Implacável ao que me é moral
Inseguro com quem me é amor
Intríseco com o que for capital

Incerto como virá o ocaso
Inracional o que me for pretenso
Infiel ao medo e ao acaso
Irreprimível ao que for intenso

Cleiton Moraes de Melo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Feiticeira e o Mago - Parte II

03:00 da manhã, o Mago despertara, muito tempo antes do horário que suas práticas ritualísticas exigiam, todavia, emergira do sono ao final de um sonho confuso com uma dama belíssima, não tinha dúvidas de que se tratava da misteriosa dama de semblante triste com a qual cruzava olhares no templo Cristão, embora no sonho ele apenas se encontrava no plano astral, como um protetor da dama, da Feiticeira da pequena província de Untein. Suas habilidades eram invejáveis, especialmente dentro de sua ordem, saberia perfeitamente diferenciar uma projeção do seu corpo astral, consciente ou não, de um simples sonho e não obstante ao seu desejo que fosse real, ele sabia que era apenas um sonho. De fato essa era um fato intrigante ao Mago, uma vez que lhe era conhecida a natureza dos sonhos. Concentrando-se arduamente o Mago, realizou seus trabalhos e já com a luz da manhã banhando seu templo ele voltou a permitir que seus pensamentos se perdessem.

A Feiticeira dormia sobre o crepitar do fogo na lareira, e o estalar da madeira era o único responsável por quebrar o silêncio, além das paredes de madeira antiga de sua habitação, todos os sons da floresta urgiam como uma nefasta canção. Ela encontrava-se em sua cama e além das planícies dos sonhos, embalada por um sentimento de proteção, ela sentia-se angústiada, mas havia uma presença, não podia vê-lo ou toca-lô, contudo sabia que ele estava presente, ao seu lado, velando seu sono e agora amparando suas lágrimas. Do silêncio sua alma sussurrava à dela:

-- Não tema, eu jamais lhe deixarei!

Não havia perigo eminente, mas no entanto ele a protegia, talvez de suas próprias dúvidas e medos, talvez de seus anseios, talvez de coisa alguma, apenas sua presença e sua devoção eram certezas.
Sua voz era firme e convicta e suave cheia de bondade. E por um instante os cristais cessaram a queda por sua face e um esboço de sorriso lhe brotava nos lábios. O sonho se desfez tão suave quanto chegara, todavia o sono ainda a amparou até a chegada da aurora.

Com a chegada da manhã fria o Mago se vestiu e saiu, havia trabalho a ser feito, sua presença na província de Untein era permitida pelo clero e pelo Rei, por valerem-se de seus sábios conselhos e suas práticas, condenadas por Roma, eram mantidas no anonimato, um acordo de cavalheiros, útil à ambos os lados, sua ordem lhe garantia o prestígio necessário para firmar tais acordos. Elegantemente trajado ele sentou-se à mesa de reuniões do templo e mergulhou sua atenção nos documentos antigos, enquanto lia e traduzia, a imagem da Dama se foi e seu coração tranquilizou-se.

A Feiticeira despertou de um sono tranquilo, sentido a sensação revigorante de uma noite tranquila, mas tão logo abriu os olhos o sonho veio à sua mente. Confusa e feliz, meditou sobre o enigmático sonho e sobre a não menos misteriosa presença, sondou sua mente, mas não encontrou nada. Em segundos ela tomou um diário e registrou tudo o que consiguira se recordar, tão logo terminou o registro, consultou seus tomos na tentativa de esclarecer se fora apenas uma ilusão de sua mente, ou se houvera sido visitada pela entidade. Não encontrara a resposta, mas sabia aonde conseguir, ela pensou.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

The Butterfly Effect

Perdoe-me, pois eu falhei...

Falhei em resgatar você do deserto escuro e frio da decepção!
Falhei e fui cruel em te oferecer sonhos baratos e não cumprir minhas promessas!
Falhei em acreditar que havia superado todas as minhas próprias falhas e meu egoísmo!
Falhei em acreditar que era capaz de amar alguém tão especial!
Falhei em tentar ser amigo quando na verdade meu coração desejava mais!
Falhei em querer parecer tão maduro quando ainda sou tão infantil!
Falhei em tentar consertar inúmeras vezes as falhas anteriores!

Não se pode brincar de Deus!

"...Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out..."


video