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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Orgulho de ser Brasileiro? Política.

Damas & Cavalheiros bom dia!

Abro uma exceção nas publicações deste espaço para falar um pouco de política. Não é o propósito de sua criação, todos que se interessam por poesia, sentimentos, emoções, encontram aqui um vislumbre deste universo encantado, todavia esse último período político abalou demais minhas emoções, então, haja vista que os universos dentro de mim se confundem devo também expressa-lôs!

Vejam essa matéria publica no yahoo na data de hoje

Blog do Yahoo O 'abestado' no Congresso - Acesso em 07/10/2010
Fontes da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo e do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo são unânimes: Tiririca vai sair incólume de denúncia sobre seu suposto analfabetismo. O palhaço foi o candidato a deputado federal mais votado do país, com 1,3 milhão de eleitores.
Nesta segunda-feira, o juiz eleitoral Aloísio Sérgio Rezende Silveira aceitou uma denúncia do Ministério Público Eleitoral que acusa Tiririca de ter falsificado o documento que apresentou para demonstrar que não é analfabeto, uma exigência aos candidatos sem comprovação de escolaridade.
O grande trunfo do palhaço é o fato de o registro da candidatura dele ter sido deferido pela Justiça Eleitoral. Além disso, Tiririca é amparado por fundamento constitucional. Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, ainda que seja judicialmente intimado.
Há uma outra dificuldade. Tiririca está no Ceará, ou seja, teria de ser notificado pela Justiça cearense a pedido da Justiça paulista. E há um outro porém: ele será diplomado no dia 16 ou 17 de dezembro, e a partir de então será considerado deputado federal. O que significa que a competência para investigá-lo, seja no âmbito criminal, seja no âmbito civil, passa a ser de competência exclusiva do STF. É a chamada prerrogativa por foro ou função, de qual gozam os parlamentares. Em suma: Pior não fica. Só melhora. Para ele.
Por Guilherme Vieira Prestes


Irmãos e irmãs, tenho orgulho de ser Brasileiro, amo e canto com paixão os belíssimos hinos nacionais, da independência e da bandeira! Amo a geografia beneficiada por Deus de nossa pátria amada e também o amor, o alento e o calor nato dos corações de nosso povo! Nossa alegria e euforia com os estrangeiros e como enfrentamos as adversidades da vida com alegria! Exceto quando estamos em ano de jogos mundiais, também conhecido como Copa do Mundo, onde eu vejo a hipocresia e o egoísmo dos Brasileiros ser aflorado por pelo ideal competitivo. Nesse período todos, vestem camisas, pintam ruas, paredes, celebram seu ego de "penta campeão" e exaltam ao mundo inteiro. Pobre cidadão Brasileiro, que somente tem motivos para se ver no topo da atenção mundial de 4 em 4 anos e que no restante do tempo, convive com "palhaçadas" como o nosso sistema político e nossa constituição que de tão bem elaborada, tão bem planejada, permite a assassinos se livrarem da punição e despreparados ocuparem cargos importantíssimos frente às nossas leias e ao progresso da nação.

Irmãos e irmãs, tenho vergonha de ser Brasileiro, como bem disse um amigo, quando vejo as ruas imundas com milhares de imagens de candidatos, carros transportando candidatos pessoas de maneira irregular, infringido leis de trânsito e de segurança, de pertubação da paz e ninguém faz nada, ninguém é punido, e como vocês puderem ver no artigo acima, nossa lei protege essas pessoas despreparadas e permite que elas estejam à frente de nosso futuro. Mas de quem é a culpa? Nossa, tenho vergonha de ser Brasileiro quando tenho ciência de que 1.3 milhões de pessoas, fazem de seu direito e dever cívico uma piada, seja por razões de protesto ou irresponsabilidade, falta de conhecimento, pois ao meu ver protesto é votar NULO!

Vejam que existem opiniões contrárias à minha!

SÉRGIO MALBERGIER
Tiririca é o novo herói nacional. A expressão mais raivosa e consistente do voto de protesto contra o corpo político brasileiro. Que a Justiça esteja já acionada para cassá-lo por suposto analfabetismo revela como o palhaço/deputado federal mais votado do país ameaça o sistema. O deboche e o humor são armas poderosas.
E que boa piada: uma Justiça sem dentes para barrar os eternos abutres da política afia suas garras diante do palhaço nordestino que, como nosso consagrado presidente, veio de muito baixo na pirâmide social para afirmar-se de forma retumbante em São Paulo.
Quem conhece e representa melhor o Brasil profundo do que o palhaço Tiririca hoje na política? Só Lula. Que elitismo suspeito esse preconceito contra o suposto analfabetismo do palhaço. Quem melhor que um analfabeto ou semi-analfabeto para representar os milhões de mal educados do país? Analfabeto não é incapaz nem criminoso para ter direitos políticos limitados. Muito pelo contrário, é vítima da má gestão desta obrigação pública mais básica que é a educação.
Se a Wikipédia está certa, o palhaço Tiririca começou a vida no circo aos 8 anos, em Itapipoca, no Ceará, e estourou regionalmente com a música "Florentina", que a Sony Music tornou megahit nacional em 1996.
Ele já teve problemas com a lei naquela época por causa da música "Veja os Cabelos Dela", que lhe rendeu uma acusação de racismo, da qual foi inocentado. A letra, puro Tiririca, dizia: "Veja, veja, veja, veja, veja os cabelos dela/Parece bombril, de ariá panela/Parece bombril, de ariá panela/Quando ela passa, me chama atenção/Mas os seus cabelos, não tem jeito não/A sua caatinga quase me desmaiou/Olha eu não aguento, é grande o seu fedor".
Uau!
A singeleza sempre foi seu atributo. Os jingles e os spots de sua campanha, feitos de forma despretensiosa por amigos humoristas, devem ser estudados pelos caríssimos marqueteiros de plantão. São a maior lição de marketing político desta campanha.

Dançando daquele jeito nordestino, o palhaço canta meio preguiçoso: "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto", ou "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Bingo!

Os mais de 1,3 milhão de votos que Tiririca teve em São Paulo não podem ser desclassificados por essa Justiça incapaz de julgar os que deveriam ser julgados e que ainda por cima pode barrar a melhor notícia desta eleição: a lei da ficha limpa.


Deixem Tiririca legislar. Queremos vê-lo dançando no tapete do Congresso e discursando daquele jeito engraçado no microfone do plenário. Estará, legitimamente, representando muita gente. Dos que enfrentam as mesmas dificuldades e preconceitos que ele enfrentou e enfrenta aos que acham que a política brasileira é uma grande piada.

http://noticias.bol.uol.com.br/folhaonline/poder/2010/10/07/deixem-o-palhaco-legislar.jhtm

É triste saber que que esse conjunto negligência para com a cultura e a educação quem vem sendo praticado pelas autoridades à anos, está mostrando agora suas consequências, criando uma massa de manobra, despreparada para serem cidadãos conscientes de suas responsabilidades para o direcionamento da nação, e que nossa lei permite que esses absurdos se propaguem e se tornem "legais". Nesse âmbito sou forçado a apoiar o voto facultativo, dessa maneira ao menos esse trágico episódio político não seria possível, pessoas que deixam suas residências consciêntes da importância do ato de votar, certamente não iriam se render a votarem em "personalidades" despreparadas para atuarem como legisladores, no entanto aqueles que se veem obrigados, forçados ao exercício da cidadania certamente não o farão com o devido respeito e seriedade!

Cleiton Moraes de Melo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Funções do 2º Grau

Eis me perdido novamente em fachadas
Identifico A, B e C e estático
Meu coração anseia por sua chegada
Encontro da Função o Máximo

Procuro infantil e tolo não sorrir não olhar
Não consigo, O Mínimo é o valor procurado
Porque me é tão difícil assim lhe ignorar?
Metade da função se foi, volto ao enunciado

A coordenada X do vértice da parábola
É dada por -b sobre 2 vezes A
Que lástima minha força de vontade falha
Volto meu olhar com o teu cruzar

Você sorri, não pense que não percebo
Teus pensamentos daria tudo para lê-los
Ótimo ao menos X é Número Inteiro
Apenas substituo na fórmula e Y obtenho

Chega, meu coração não é um turbilhão
Não vou permitir que se enfatize
Concluíndo as coordenada do Vértice são
V=(2, -1), muito bem, as raízes

-B sobre 2 vezes A? Quem é Delta mesmo?
Quero dizer-te o que sinto em logo, breve
Ah claro Delta é b ao quadrado - 4 AC
Dizer-te o que sinto me é mais que o Vertíce

Que tolice é não possível sentir tanto
Fujo de seu rosto mas não me contento
Pois todas as Funções são de fato
Contrárias à minha alma e meu alento

De fato, bem disse o mestre dedicado
A Parábola é sempre Simétrica, Deus!
De que me vale ser tão árduo e severo
Quando teus olhos cruzam os meus?

Destino dos Perpétuos

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Confusão Constante de um Coração que Deseja, mas não sabe o que Deseja

De onde vem toda essa emoção?
Esse calor absurdo que sinto arder no peito quando estou perto de ti?
De que coração vem esse sentimento cruel de vazio que sinto quando nos separamos?
De onde vem esse medo que sinto todas as vezes que seus lábios se movem para pronunciar uma palavra em meu favor ou me censurando?
De onde vem a ansiedade de suas escolhas e decisões sobre minha vida?
De que tempo e relação vem a sensação que sinto todas as noites em minha cama ao me deitar rogando à Deus que durante a noite eu sinta você?
De onde demônios vem essa ilusão plantada como uma semente ruim em meu coração?
Será que enganei a mim mesmo? Não seria a primeira vez, mas no entanto nunca foi tão rápido!
Sonhei demais, fiz planos demais, avalei aspectos prós e contras demais, criei expectativas demais e agora o que posso fazer a não ser sofrer as consequências de meus tolos devaneios de paixão?
De onde vem essa vontade insuportável de saber onde você está o que está fazendo? Se esta triste ou feliz?
De onde vem essa força que me ordena a tomar conta de você?
A sorrir podendo ter você em meus braços afagando com carícias o dia ruim para longe de ti?
De onde vem essa loucura de sorrir imaginando você dormindo ao meu lado? Já me peguei sorrindo sozinho, sonhando em passar horas vendo você dormir, observando os traços delicados de seu rosto, que não é o mais lindo que já vi certamente, mas que me atrai como se nunca tivesse visto um outro antes dele! Um sonho dentro de um sonho, uma ilusão dentro de uma fagulha de possibilidade! Insanidade! Pura e cega!
De onde vem esse turbilhão de emoções que me distraí de tudo e de todos, que faz esquecer de comer, de caminhar!?
E o mais importante? Até quando irei sentir esse sentimento divino? Quero que vá embora logo, pois algo assim não pode existir, e se alguma dia existiu não pode durar!
De onde vem o seu rosto, trazido a mim em pensamentos, sorrindo, chorando, como um fantasma no meio da noite! Como uma espírito rogando por uma prece!
De onde vem o desejo fulminante de abraçar-te e dizer que te quero, que te desejo, que me importo demais com você, mas do que deveria, mas do que compreendo!
De onde vem essa confusão que me traí?
O que existe de real nesse sentimento?
O que existe de ilusão?
De onde vem a expectativa de rever-te em cada novo dia?
De onde vem a augústia de aguardar o momento de te ver?
De onde vem a certeza do gosto de sua boca, que nunca provei?
Sinto que posso destruir-te com tanta emoção e o que tenho medo de verdade não é de destruir à mim mesmo, mas sim de me perder tanto nesse temporal que não mais me reconheça!

Destino dos Perpétuos
28/09/2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Destino & Lúcifer - Conto

Não existe outra descrição para o Jardim, ou palavra melhor: Imutável. Assim é o Jardim e as ruínas ao redor do Jardim, alheios ao tempo e a realidade, eternos e imutáveis. Mesmo que você consiga chegar aos Jardins e acredite, você já esteve nele muitas vezes, não o reconheceria ou não se recordaria, mas se pudessemos manipular apenas por alguns instantes as leis e os mistérios que sustentam a criação, talvez você pudesse ve-lô.: Destino dos Perpétuos, um homem, bem você o descreveria como tal, alto, envolto em uma túnica, segurando um livro, se pudesse ver seus olhos, você diria que ele é cego, mas é mais sábio afirmar que ele não precisa de olhos, se pudesse conscientemente permanecer nos Jardins e observar durante algum tempo, veria as estátuas de seus irmãos, elas também parecem mover-se, mas é um movimento muito sutil, talvez seja apenas impressão sua.

Destino caminha lentamente, passa pela rosa vermelha que sua última visita admirou, recorda-se de sua visita, com o livro aberto, apoiado em uma de suas mãos, para suavemente repentinamente, como se algo no livro pudesse despertar surpresa em si, Destino lê, ao menos é o que parece, mas seria mais prudente afirmar que ele e o livro sentem um ao outro. Mais alguns passos uma sequência de movimentos simples e Destino se move em direção até a entrada de sua habitação, não poderia descreve-lô, pode lhe parecer um castelo, uma cabana ou ainda uma residência do século XXI, no momento é apenas um abrigo de colunas romanas, com um extenso pátio interno. Destino aguarda. Se vira para a entranda posteior do pátio e diz:

Seja bem vindo! Estrela-da-manhã!

Um homem tão alto quanto Destino, de cabelos alvos, dourados e olhar penetrante, você não poderia olhar dentro dos olhos dele sem se desesperar e chorar por poucos segundos, com um terno indaga logo após a saudação de Destino:

É claro que você estava ciente de minha visita!? Afinal você é Destino dos Perpétuos.

O homem se aproxima ao alcançar Destino ambos caminham em direção ao Jardim, não parecem conversar apenas caminham lado a lado, caminham até perderem-se nos múltiplos caminhos do Jardim, teriam se perdido se não fossem que são. Destino dos Perpétuos o mais velho dos Perpétuos e o primeiro dentre os caídos, Lúcifer,estrela-da-manhã.

Destino, indaga o ex rei do inferno com a voz firme e decidida sabes porque eu vim, agora diga-me irá entregar-me o que busco?

Sua busca termina onde ela começa Estrela-da-manhã, não possuo a resposta para sua pergunta, tampouco está escrita no livro, se algum dia foi escrita, apenas quem a escreveu à conhece.

Então eu estava certo Destino? Você e teus irmãos não se submetem ao meu criador?

Não tenho a resposta Estrela-da-manhã, nós existimos porque precisamos existir e enquanto houver necessidade de nossa existência nos múltiplos universos, enquanto houver vida, minha irmã Morte existirá, enquanto os seres sonharem meu irmão Sonho existirá, enquanto todos os seres se Desesperarem, Desejarem, Destruirem e se perderem em Delíros, todos os Perpétuos simplesmente existem!

Lúcifer, observa, com as mãos nos bolsos vira-se e começa a caminhar, em qualquer direção, ele sabe que não faz diferença, em qualquer direção que ele caminhe assim que desejar estará fora dos Jardins.

Destino recomeça a caminhar, vira uma página...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Funções do 1º

Espelho, espelho meu, existe um coração mais tolo do que o meu? Sem dúvida um belo começo para um poema, mas na sagacidade de tecer as estrofes e os sonetos que tanto me encantam, me perdi em meus sonhos para encontrar-me mais uma vez apaixonado? Talvez, impossível dirão alguns? Inadimíssível questionarão outros? Mas como disse uma vez o poeta: "...Quando eu lhe dizia me apaixono todo dia e é sempre a pessoa errada, você sorriu e disse, eu gosto de você também..."

Me atrevo a fazer do amor algo simples, tal como é o contagiando o sorriso, tal como é revigorante a prece, tal como é a grande máxima do Divino Reparador dos Mundos, este amor que sentimos é apenas um pequeno vislumbre do amor incondicional no qual a Grande Vontade nos acolhe, mas nem por isso deixa de ser amor! O reflexo do criador em sua criatura, desprovida de conhecimento, mas não de emoção!

Eis que palavras são apenas palavras e palavras sem efeito, nada são!

A ansiedade cresce em meu coração
Enquanto o mestre dedicado proseia
Não controlo da face minha emoção
Por mais medo que eu sinta, semeia
Em meu ámago seu sorriso é locução
Verbal, substantivo único que permeia
Minh'alma dividida vibra de excitação
Enquanto o mestre dedicado vagueia
Pelas umbrais de minha mente em vão
Sua voz ecoa, como vagas que alheia
Ao torpor da existência, e tola paixão
Da amulheta pequenos grãos de areia
Escorrem pelas grades de uma prisão
Atormentado o dual o poeta, pranteia
Conhecimento lhe foge, tenta em vão
Domar seu desejo de garoto, anseia
Então ciente do que é uma função
Matemática, entretanto não pareia
Do sublime desejo de seu coração

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Homenagem ao amor e aos meus poetas favoritos!

Sublima da vida a emoção
Abate dos poetas a razão
Derrama o pranto da saudade
Furta dos jovens a mocidade
Abandona-os à cruel sorte
Rogando o consolo morte!

Amor, utopia surreal, fria!
Me convida ao requiem, guia
De minh'alma as umbrais formosas
Perdidas como longinquas nebulosas
Amor, que terminou, do poeta, seu enredo
Manuel Antonio Alvares de Azevedo!

Amor, graça negada aos mortais
Divina fonte de vida dos imortais
Levou Orfeu à Hades, e a servidão
E Psique à Eros, ao erro e ingratidão
Dominus tecum et spiritus ubi vult Spirat
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac

Quando reflito sobre o que desejo deste tal amor
Sonho com Eurídices e Helenas, Aeris e Julietas
Solidão, amiga minha me consola com a fantasia
Pois de amar não creio ser eu, tolo um merecedor
Mas de paixões vis e insalubres me entorpeças
Para que eu feche os olhos e durma em alegria!

Destino dos Perpétuos - 23 de Agosto de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Almas gêmeas

Perdoe-me mas preciso parar agora, antes que eu enlouqueça novamente, preciso subtrair meus sonhos de meus objetivos e separar minha vontade de te encontrar de minhas ambições, preciso ter foco e determinação, e isso é impossível uma vez que tudo aquilo que almejo conseguir, todos os locais que quero conhecer, todas as sensações que desejo sentir estão conectados à ti de alguma maneira, nenhum gosto será tão saboroso sem teu sorriso ao lado quando eu provar de qualquer iguaria no mundo, nenhuma paisagem irá me tirar o fôlego sem sua excitação ao chegarmos, nenhum status ou vitória me será suficiente sem sua presença ao lado para celebrar, não obstante, a jornada até essas conquistas, terão mais espinhos, mais lágrimas e certamente mais sague derramado, mas não importa, mesmo que nossas existências nesse tempo seja apenas uma sopro suave e passageiro eu sei que nossa ligação não é, sei que és parte intríseca de mim assim como eu sou parte de seu ser, sei que vivo em você em cada sensação assim como permito que respires em mim em cada alívio, tu não és nada além de metade de mim e eu nada sou além de parte em igual tamanho que te falta, separados não haverá alegria no universo capaz de suaviar a solidão que faz moradia perpétua em nosso único coração, sozinhos, não existimos além de em um breve instante que é a vida mortal, distantes um do outro, não podemos viver, mas enquanto nós é permitido existir, jamais teremos paz enquanto não estivermos juntos em um único ser, dividindo dois corpos talvez, oscilando entre duas mentes certamente, mas para sempre juntos em uma única alma.
Perdoe-me mas não tenho forças no momento e frente à minha fraqueza tenho apenas um clamor:

Me encontre, por favor! Nesta existência ou na próxima, neste pequeno intervalo de vida ou na eternidade adiante, na vida que transcede à morte, na morte que precede à vida!

Amo você, mas quero dizer algo que a deixe feliz, não o óbvio, não o que pode ser facilmente sentido por nós dois, aprendi muitas coisas, aprendi profissões, aprendi a perdoar, a dominar o ódio e a chorar para curar minhas chagas, aprendi a desejar e a abrir mão, aprendi a ouvir e a falar, aprendi a ser amigo e fiel e aprendi a dividir as dores da existência humana, mas tolo que sou e acredito sempre ter sido, ainda não consegui aprender a abandonar a esperança de te encontrar!

Destino dos Perpétuos
19/07/2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Vampiro e a Feiticeira

O perfume dos cabelos dela preenchia todo o ar ao meu redor, era tão suave e tão sutil, me fazia pensar em sua pele macia e quente entretanto havia o cheiro do sangue sim, o cheiro do sangue era inebriante aos meus sentidos aguçados, mais tentador do que qualquer outro perfume que eu pudesse sentir.
Caminhávamos lado à lado em passos descontraídos apenas a luz pálida da lua ousava penetrar nas trevas, que o bosque afastado do centro da vida, nos presenteava, palco perfeito para mais uma atuação de horror, atuações quais os de minha espécie estão perfeitamente acostumados, você se acostuma é claro com o passar dos anos, matar se torna tão simples quanto respirar, quando se é necessário respirar, não é o meu caso óbviamente, já não é o meu caso à séculos.
Seus cabelos valsavem, agitados pelo vento implacável do inverno, suas formas de mulher estavam bem claras dentro do jeans justo e da blusa preta de gola alta, maldita invenção da moda, os pés confortáveis dentro da bota preta até os joelhos, ela sorria e parecia estar realmente contente com cada passo, meus elogios moderados lhe faziam sorrir e a medida que caminhávamos bosque adentro, mais minha sede aumentava, a líbido e a sensualidade de seus gestos e na sua voz, tornava a ânsia pelo momento ainda mais excitante.
Comecei a atuar e fazer uso de minhas habilidades digamos sobrenaturais? Não me orgulho disso sabem? Não mais após tantos anos, seduzir uma criatura tão frágil e fazer com que ela me cedesse a vida pulsante de suas veias, sem influenciar seus sentidos me era tão divertido, mas eu a desejava tanto que não iria permitir que absolutamente nada fugisse ao meu controle, ademais precisa agir rápido, deveria ser naquela noite, naquele momento, não teria uma oportunidade melhor, estávamos sozinhos e ninguém teria ciência de que estávamos naquele lugar. Sim eu era um assassino frio e meticuloso e adorava isso! Mas não pretendia tirar sua vida, não desta vez, mas certamente iria saciar o desejo e minha fome em seu sangue.
Ela deslizava os braços pelo meu pescoço, eu acariava sua cintura, eu sorria, lutando bravamente contra meus instintos que desejavam rasgar-lhe a garganta, e a beijei, aproximando meus lábios da pele quente e aveludada, ouvia sua respiração aumentar em intensidade de meu toque, a cada contato com o olhos eu imprimia minha força de vontade acima da dela, fazendo com que ela se perdesse no momento, com que se entregasse, pouco a pouco mimando o controle de suas ações até que ela estivesse quase adormecida em meus braços, totalmente entregue à minha vontade.
Satisfeito com o resultado me aproximei sutilmente e cravei os dentes em seu pescoço. Cliché demais? Talvez, mas acreditem as lendas tem sua parcela de verdade a exceção de uma outra veia próxima a virília essa era a melhor opção para que o sangue jorre farto para fora do corpo. Todavia...
O silêncio foi rompido por uma sorriso irônico, parecido com um soluço, seguido de uma risada aguda, ela apertou as mãos contra o meu pescoço e ergueu o rosto, assustado eu interrompi o movimento ao perceber que nada, jorrava dos ferimentos e então ela se aproximou de meu rosto quase tocando os lábios nos meus e sussurrou com sua voz melodiosa:
 

Surpresa! 
 

E eu sorrio um tanto assustado é claro, atordoado com a novidade me afastei cautelosamente e a vi levar uma das mãos ao ferimento, apenas acariciando-o e aproximou-se devagar novamente envolvendo as mãos atrás do meu pescoço, beijou-me os lábios e  com um sorriso me disse:

Eu precisava ter certeza!

Seus olhos brilharam de castanhos para um azul muito intenso e eu soube nesse instante que a inquisição houvera deixado algumas raízes que renderam bons e belos frutos. O que mais poderia fazer? Sorri em retribuição!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Coincidências não existem, mas enganos certamente!

Meus olhos encontraram os dela, muito antes disso senti seu perfume, suave, inebriante, delicado, não sei como tivera certeza de que um perfume poderia ser delicado, de fato, talvez fosse a mistura do cheiro de sua pele com o perfume, com muita dificuldade desviei os olhos e desci pelo seu pescoço, quase sentindo a pulsação da jugular, eu poderia mentir, mas sim é claro, sentia o cheiro do sangue. Continuei meu passeio deslizando o olhar pelo seu busto e na sequência passei velozmente por suas mãos suaves e vaguei sem pressa pelas curvas de suas pernas, em uma pequeno fração de segundos imperceptível para ela e seu consorte eu houvera memorizado cada pedaço do seu corpo, já havia feito minhas considerações sobre que região seria mais prazeirosa é claro, imaginava os pés delicados dentro da bota, no segundo seguinte eu apenas sorria e estendi a mão para ele. Como vai? Não nós vemos já faz algum tempo! Ela apenas sorria, discretamente, como uma dama, mas os olhos dela suspiravam uma mensagem muda que eu não fui capaz de entender qual era.
Eu era definitivamente um dêmonio não era? Já seria desonroso e covarde demais deseja-lâ se fossemos iguais, afinal ele tinha afeto por mim. Eramos amigos? Talvez, não sei dizer o quanto, mas levando-se em consideração o fato simplório de que eu não sou humano a mais de um milênio, ah isso mudava o anglo de visão das coisas não? Eu era um verdadeiro dêmonio pensando em esvair a vida daquele ser sem a menor piedade e remorso, apenas e simplesmente porque gostava dela, do perfume dos seus cabelos e do fervor dos teus olhos.
Conversamos alegremente sobre as trivialidades da cena, sobre os próximos eventos, agendamos encontros próximos, meia hora depois eles partiram o último vestígio foi o perfume, agora de seus cabelos soltos que chegou suave até mim, carregado pelo vento frio do inverno, após a partida da moto.
Mais tarde na mesma noite, já pelo início da madrugada passei veloz pela cidade escura e e cobri em alguns minutos a distância entre as duas cidades, velocidade não era problema e sim manter os olhos curiosos afastados da misteriosa figura negra que cruzava as plantações e as estradas, seguia trançando mentalmente uma linha reta, desviando o caminho um ou duas vezes para evitar colidir com uma animal ou árvore ao alcançar os limites da cidade, detive-me um instante aspirando o ar profundamente, seu perfume longe, rarefeito, mas eu podia senti-lâ, continuei em velocidade sobrenatural detendo-me novamente na gruta, apenas alguns minutos para apreciar a sinfonia da noite, com poucos passos e a velocidade venci os degraus parando imóvel ao centro do monumento, apenas apreciando o silêncio e saboreando o momento, pensava em alguns segundos estaria com ela em meus braços.
Parti novamente invisível aos olhos mortais e em questão de minutos estava ao lado da janela do seu quarto, imóvel um predador, sedento, espreitando a presa eu pensava, estava enganado.
Não precisava me preocupar, quantas vezes ao longo dos séculos eu havia feito isso? Eu gesto simples o contato direito, rápido, com os olhos e ela apenas acordaria um tanto indisposta no dia seguinte, caso eu decidisse em um momento extrema de benevolência permitir que ela vivesse, e acredite quando eu digo que esses momentos são raríssimos em uma existência como a minha.
Como eu estava deliciosamente enganado, eu não sentia medo, ao menos era o que eu repetia para mim mesmo a todo instante, e também essa sensação se dissipou no ar quando eu a vi, agora o perfume da sua pele recém banhada era pleno, conseguia sentir o toque daquela pele quente, sentia o calor, as formas por baixo da camisola branca eram fascinantes, a leveza dos movimentos encantadores, meu corpo explodiu de desejo e o cheiro do sangue quente invadiu minhas narinas, como de costume, pensei que seria a última sensação que conscientimente sentiria antes de despertar do transe segurando o corpo sem vida, sorri, ordenei meu corpo para avançar, nada, minhas pernas não obedeciam, meu corpo não se moveu, senti raiva, observando ela estender as mãos para fechar o vidro da janela, fiquei furioso no momento em que percebi que minha vontade e determinação de possuir aquele corpo, de possuir a vida de dentro dela não foi maior que minha vontade e prazer em observar a sua beleza, por sua fragilidade por sua mortalidade, como era bela e a sombra da morte que paira sobre cada mortal a tornava ainda mais bela, eu era o predador sim e fui vencido por um sorriso horas antes.
Furioso retornei velozmente pelo caminho parando em meio a uma mata fechada no meio do nada, ao menos eu fazia ideia de onde eu estava, deixei que me corpo sem vida caisse aos pés de uma árvore, tentei chorar, mas tudo o que eu consegui fazer foi sentir mais raiva e sorrir ao me recordar do perfume da pele dela apagando o cheiro do sangue dentro de mim.
Retornei para meu repouso poucas horas antes do nascer do sol e meu último pensamento foi:
Ela é bela demais para morrer, boa demais para mim!
Enquanto isso ela disperta do sono, com os primeiros sinais da manhã, dissipando também as imagens de um sonho com ele e ela pensa:
Tolice, eles são amigos, impossível para mim!

Para uma nova e querida amiga.
Sonhemos.

Sonho dos Perpétuos, fraco e frente à milhares dêmonios e aos três reis do inferno, tentando sair do inferno sem batalha, após recuperar o seu elmo, que havia sido furtado e negociado com um dêmonio durante seu cárcere.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Indiferença

O Amor é uma grande utopia, talvez a maior delas!

Mas e daí? Ninguém vive mesmo a realidade. Alguns preferem viver até mesmo a realidade de outros, alguns outros desperdiçam suas vidas, vivendo as ilusões de outros, chorando por emoções vendidas, especulando e discutindo por vidas que não conhecem e jamais conhecerão, proclamando verdades que eles mesmos não são capazes de realizar e crer, e alguns ainda mais infelizes se debruçam sobre vidas alheias, buscando ver nos outros aquilo que seu pobre intelecto e egoísmo julga ser verdade sem no entanto terem a menor ideia do que lhes é integro.

Antes a vida passada no reino dos sonhos do que estar ciente e inerte às aberrações dos desejos alheios e da crueldade habita no coração dos homens!

Não, não me alimento de sua carência de personalidade! Se a chama da vida não arde em seu seio em intensidade suficiente, para possas realizar algo além de existir, não irei me compadecer de sua desgraça! Desejo-te paz, mas lhe peço para que não fiques em meu caminho! Não desejo sua compreensão, tampouco sua aprovação, seus costumes, verdades, conceitos não me interessam, não me são necessários, tampouco agradáveis, viva sua vida, mas deixe as vidas alheias em paz, não teça comentários comparativos, equivocados e baseados em suas verdades, você não conhece toda a verdade, não seja tolo em acreditar que compreende a vida, você apenas compreende aquilo que tomou como verdade e ainda assim, de uma forma egoísta e centrada em você, você é o reflexo daquilo que julga correto, não significa que seja de fato bom.

O que desejo é só meu e você não pode compreender, talvez não agora, talvez um dia, de qualquer forma não me interesso por lhe explicar!

Vivo em meio a um conflito de ideais, mas não sou essencialmente bom ou mau, sou apenas humano e não sou cego para meus defeitos e virtudes, tampouco, penso que estes sejam melhores ou piores que os teus, ou quaisquer outros, apenas são meus e eu amo cada um deles tão avidamente que sofro com isso! Mas eu irei conquistar o meu mérito, irei destruir cada um deles e ver além do véu! Um dia!