Não existe outra descrição para o Jardim, ou palavra melhor: Imutável. Assim é o Jardim e as ruínas ao redor do Jardim, alheios ao tempo e a realidade, eternos e imutáveis. Mesmo que você consiga chegar aos Jardins e acredite, você já esteve nele muitas vezes, não o reconheceria ou não se recordaria, mas se pudessemos manipular apenas por alguns instantes as leis e os mistérios que sustentam a criação, talvez você pudesse ve-lô.: Destino dos Perpétuos, um homem, bem você o descreveria como tal, alto, envolto em uma túnica, segurando um livro, se pudesse ver seus olhos, você diria que ele é cego, mas é mais sábio afirmar que ele não precisa de olhos, se pudesse conscientemente permanecer nos Jardins e observar durante algum tempo, veria as estátuas de seus irmãos, elas também parecem mover-se, mas é um movimento muito sutil, talvez seja apenas impressão sua.
Destino caminha lentamente, passa pela rosa vermelha que sua última visita admirou, recorda-se de sua visita, com o livro aberto, apoiado em uma de suas mãos, para suavemente repentinamente, como se algo no livro pudesse despertar surpresa em si, Destino lê, ao menos é o que parece, mas seria mais prudente afirmar que ele e o livro sentem um ao outro. Mais alguns passos uma sequência de movimentos simples e Destino se move em direção até a entrada de sua habitação, não poderia descreve-lô, pode lhe parecer um castelo, uma cabana ou ainda uma residência do século XXI, no momento é apenas um abrigo de colunas romanas, com um extenso pátio interno. Destino aguarda. Se vira para a entranda posteior do pátio e diz:
Seja bem vindo! Estrela-da-manhã!
Um homem tão alto quanto Destino, de cabelos alvos, dourados e olhar penetrante, você não poderia olhar dentro dos olhos dele sem se desesperar e chorar por poucos segundos, com um terno indaga logo após a saudação de Destino:
É claro que você estava ciente de minha visita!? Afinal você é Destino dos Perpétuos.
O homem se aproxima ao alcançar Destino ambos caminham em direção ao Jardim, não parecem conversar apenas caminham lado a lado, caminham até perderem-se nos múltiplos caminhos do Jardim, teriam se perdido se não fossem que são. Destino dos Perpétuos o mais velho dos Perpétuos e o primeiro dentre os caídos, Lúcifer,estrela-da-manhã.
Destino, indaga o ex rei do inferno com a voz firme e decidida sabes porque eu vim, agora diga-me irá entregar-me o que busco?
Sua busca termina onde ela começa Estrela-da-manhã, não possuo a resposta para sua pergunta, tampouco está escrita no livro, se algum dia foi escrita, apenas quem a escreveu à conhece.
Então eu estava certo Destino? Você e teus irmãos não se submetem ao meu criador?
Não tenho a resposta Estrela-da-manhã, nós existimos porque precisamos existir e enquanto houver necessidade de nossa existência nos múltiplos universos, enquanto houver vida, minha irmã Morte existirá, enquanto os seres sonharem meu irmão Sonho existirá, enquanto todos os seres se Desesperarem, Desejarem, Destruirem e se perderem em Delíros, todos os Perpétuos simplesmente existem!
Lúcifer, observa, com as mãos nos bolsos vira-se e começa a caminhar, em qualquer direção, ele sabe que não faz diferença, em qualquer direção que ele caminhe assim que desejar estará fora dos Jardins.
Destino recomeça a caminhar, vira uma página...
sábado, 18 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Funções do 1º
Espelho, espelho meu, existe um coração mais tolo do que o meu? Sem dúvida um belo começo para um poema, mas na sagacidade de tecer as estrofes e os sonetos que tanto me encantam, me perdi em meus sonhos para encontrar-me mais uma vez apaixonado? Talvez, impossível dirão alguns? Inadimíssível questionarão outros? Mas como disse uma vez o poeta: "...Quando eu lhe dizia me apaixono todo dia e é sempre a pessoa errada, você sorriu e disse, eu gosto de você também..."
Me atrevo a fazer do amor algo simples, tal como é o contagiando o sorriso, tal como é revigorante a prece, tal como é a grande máxima do Divino Reparador dos Mundos, este amor que sentimos é apenas um pequeno vislumbre do amor incondicional no qual a Grande Vontade nos acolhe, mas nem por isso deixa de ser amor! O reflexo do criador em sua criatura, desprovida de conhecimento, mas não de emoção!
Eis que palavras são apenas palavras e palavras sem efeito, nada são!
A ansiedade cresce em meu coração
Enquanto o mestre dedicado proseia
Não controlo da face minha emoção
Por mais medo que eu sinta, semeia
Em meu ámago seu sorriso é locução
Verbal, substantivo único que permeia
Minh'alma dividida vibra de excitação
Enquanto o mestre dedicado vagueia
Pelas umbrais de minha mente em vão
Sua voz ecoa, como vagas que alheia
Ao torpor da existência, e tola paixão
Da amulheta pequenos grãos de areia
Escorrem pelas grades de uma prisão
Atormentado o dual o poeta, pranteia
Conhecimento lhe foge, tenta em vão
Domar seu desejo de garoto, anseia
Então ciente do que é uma função
Matemática, entretanto não pareia
Do sublime desejo de seu coração
Me atrevo a fazer do amor algo simples, tal como é o contagiando o sorriso, tal como é revigorante a prece, tal como é a grande máxima do Divino Reparador dos Mundos, este amor que sentimos é apenas um pequeno vislumbre do amor incondicional no qual a Grande Vontade nos acolhe, mas nem por isso deixa de ser amor! O reflexo do criador em sua criatura, desprovida de conhecimento, mas não de emoção!
Eis que palavras são apenas palavras e palavras sem efeito, nada são!
A ansiedade cresce em meu coração
Enquanto o mestre dedicado proseia
Não controlo da face minha emoção
Por mais medo que eu sinta, semeia
Em meu ámago seu sorriso é locução
Verbal, substantivo único que permeia
Minh'alma dividida vibra de excitação
Enquanto o mestre dedicado vagueia
Pelas umbrais de minha mente em vão
Sua voz ecoa, como vagas que alheia
Ao torpor da existência, e tola paixão
Da amulheta pequenos grãos de areia
Escorrem pelas grades de uma prisão
Atormentado o dual o poeta, pranteia
Conhecimento lhe foge, tenta em vão
Domar seu desejo de garoto, anseia
Então ciente do que é uma função
Matemática, entretanto não pareia
Do sublime desejo de seu coração
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Homenagem ao amor e aos meus poetas favoritos!
Sublima da vida a emoção
Abate dos poetas a razão
Derrama o pranto da saudade
Furta dos jovens a mocidade
Abandona-os à cruel sorte
Rogando o consolo morte!
Amor, utopia surreal, fria!
Me convida ao requiem, guia
De minh'alma as umbrais formosas
Perdidas como longinquas nebulosas
Amor, que terminou, do poeta, seu enredo
Manuel Antonio Alvares de Azevedo!
Amor, graça negada aos mortais
Divina fonte de vida dos imortais
Levou Orfeu à Hades, e a servidão
E Psique à Eros, ao erro e ingratidão
Dominus tecum et spiritus ubi vult Spirat
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
Quando reflito sobre o que desejo deste tal amor
Sonho com Eurídices e Helenas, Aeris e Julietas
Solidão, amiga minha me consola com a fantasia
Pois de amar não creio ser eu, tolo um merecedor
Mas de paixões vis e insalubres me entorpeças
Para que eu feche os olhos e durma em alegria!
Destino dos Perpétuos - 23 de Agosto de 2010
Abate dos poetas a razão
Derrama o pranto da saudade
Furta dos jovens a mocidade
Abandona-os à cruel sorte
Rogando o consolo morte!
Amor, utopia surreal, fria!
Me convida ao requiem, guia
De minh'alma as umbrais formosas
Perdidas como longinquas nebulosas
Amor, que terminou, do poeta, seu enredo
Manuel Antonio Alvares de Azevedo!
Amor, graça negada aos mortais
Divina fonte de vida dos imortais
Levou Orfeu à Hades, e a servidão
E Psique à Eros, ao erro e ingratidão
Dominus tecum et spiritus ubi vult Spirat
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
Quando reflito sobre o que desejo deste tal amor
Sonho com Eurídices e Helenas, Aeris e Julietas
Solidão, amiga minha me consola com a fantasia
Pois de amar não creio ser eu, tolo um merecedor
Mas de paixões vis e insalubres me entorpeças
Para que eu feche os olhos e durma em alegria!
Destino dos Perpétuos - 23 de Agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Almas gêmeas
Perdoe-me mas preciso parar agora, antes que eu enlouqueça novamente, preciso subtrair meus sonhos de meus objetivos e separar minha vontade de te encontrar de minhas ambições, preciso ter foco e determinação, e isso é impossível uma vez que tudo aquilo que almejo conseguir, todos os locais que quero conhecer, todas as sensações que desejo sentir estão conectados à ti de alguma maneira, nenhum gosto será tão saboroso sem teu sorriso ao lado quando eu provar de qualquer iguaria no mundo, nenhuma paisagem irá me tirar o fôlego sem sua excitação ao chegarmos, nenhum status ou vitória me será suficiente sem sua presença ao lado para celebrar, não obstante, a jornada até essas conquistas, terão mais espinhos, mais lágrimas e certamente mais sague derramado, mas não importa, mesmo que nossas existências nesse tempo seja apenas uma sopro suave e passageiro eu sei que nossa ligação não é, sei que és parte intríseca de mim assim como eu sou parte de seu ser, sei que vivo em você em cada sensação assim como permito que respires em mim em cada alívio, tu não és nada além de metade de mim e eu nada sou além de parte em igual tamanho que te falta, separados não haverá alegria no universo capaz de suaviar a solidão que faz moradia perpétua em nosso único coração, sozinhos, não existimos além de em um breve instante que é a vida mortal, distantes um do outro, não podemos viver, mas enquanto nós é permitido existir, jamais teremos paz enquanto não estivermos juntos em um único ser, dividindo dois corpos talvez, oscilando entre duas mentes certamente, mas para sempre juntos em uma única alma.
Perdoe-me mas não tenho forças no momento e frente à minha fraqueza tenho apenas um clamor:
Me encontre, por favor! Nesta existência ou na próxima, neste pequeno intervalo de vida ou na eternidade adiante, na vida que transcede à morte, na morte que precede à vida!
Amo você, mas quero dizer algo que a deixe feliz, não o óbvio, não o que pode ser facilmente sentido por nós dois, aprendi muitas coisas, aprendi profissões, aprendi a perdoar, a dominar o ódio e a chorar para curar minhas chagas, aprendi a desejar e a abrir mão, aprendi a ouvir e a falar, aprendi a ser amigo e fiel e aprendi a dividir as dores da existência humana, mas tolo que sou e acredito sempre ter sido, ainda não consegui aprender a abandonar a esperança de te encontrar!
Destino dos Perpétuos
19/07/2010
Perdoe-me mas não tenho forças no momento e frente à minha fraqueza tenho apenas um clamor:
Me encontre, por favor! Nesta existência ou na próxima, neste pequeno intervalo de vida ou na eternidade adiante, na vida que transcede à morte, na morte que precede à vida!
Amo você, mas quero dizer algo que a deixe feliz, não o óbvio, não o que pode ser facilmente sentido por nós dois, aprendi muitas coisas, aprendi profissões, aprendi a perdoar, a dominar o ódio e a chorar para curar minhas chagas, aprendi a desejar e a abrir mão, aprendi a ouvir e a falar, aprendi a ser amigo e fiel e aprendi a dividir as dores da existência humana, mas tolo que sou e acredito sempre ter sido, ainda não consegui aprender a abandonar a esperança de te encontrar!
Destino dos Perpétuos
19/07/2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
O Vampiro e a Feiticeira
O perfume dos cabelos dela preenchia todo o ar ao meu redor, era tão suave e tão sutil, me fazia pensar em sua pele macia e quente entretanto havia o cheiro do sangue sim, o cheiro do sangue era inebriante aos meus sentidos aguçados, mais tentador do que qualquer outro perfume que eu pudesse sentir.
Caminhávamos lado à lado em passos descontraídos apenas a luz pálida da lua ousava penetrar nas trevas, que o bosque afastado do centro da vida, nos presenteava, palco perfeito para mais uma atuação de horror, atuações quais os de minha espécie estão perfeitamente acostumados, você se acostuma é claro com o passar dos anos, matar se torna tão simples quanto respirar, quando se é necessário respirar, não é o meu caso óbviamente, já não é o meu caso à séculos.
Seus cabelos valsavem, agitados pelo vento implacável do inverno, suas formas de mulher estavam bem claras dentro do jeans justo e da blusa preta de gola alta, maldita invenção da moda, os pés confortáveis dentro da bota preta até os joelhos, ela sorria e parecia estar realmente contente com cada passo, meus elogios moderados lhe faziam sorrir e a medida que caminhávamos bosque adentro, mais minha sede aumentava, a líbido e a sensualidade de seus gestos e na sua voz, tornava a ânsia pelo momento ainda mais excitante.
Comecei a atuar e fazer uso de minhas habilidades digamos sobrenaturais? Não me orgulho disso sabem? Não mais após tantos anos, seduzir uma criatura tão frágil e fazer com que ela me cedesse a vida pulsante de suas veias, sem influenciar seus sentidos me era tão divertido, mas eu a desejava tanto que não iria permitir que absolutamente nada fugisse ao meu controle, ademais precisa agir rápido, deveria ser naquela noite, naquele momento, não teria uma oportunidade melhor, estávamos sozinhos e ninguém teria ciência de que estávamos naquele lugar. Sim eu era um assassino frio e meticuloso e adorava isso! Mas não pretendia tirar sua vida, não desta vez, mas certamente iria saciar o desejo e minha fome em seu sangue.
Ela deslizava os braços pelo meu pescoço, eu acariava sua cintura, eu sorria, lutando bravamente contra meus instintos que desejavam rasgar-lhe a garganta, e a beijei, aproximando meus lábios da pele quente e aveludada, ouvia sua respiração aumentar em intensidade de meu toque, a cada contato com o olhos eu imprimia minha força de vontade acima da dela, fazendo com que ela se perdesse no momento, com que se entregasse, pouco a pouco mimando o controle de suas ações até que ela estivesse quase adormecida em meus braços, totalmente entregue à minha vontade.
Satisfeito com o resultado me aproximei sutilmente e cravei os dentes em seu pescoço. Cliché demais? Talvez, mas acreditem as lendas tem sua parcela de verdade a exceção de uma outra veia próxima a virília essa era a melhor opção para que o sangue jorre farto para fora do corpo. Todavia...
O silêncio foi rompido por uma sorriso irônico, parecido com um soluço, seguido de uma risada aguda, ela apertou as mãos contra o meu pescoço e ergueu o rosto, assustado eu interrompi o movimento ao perceber que nada, jorrava dos ferimentos e então ela se aproximou de meu rosto quase tocando os lábios nos meus e sussurrou com sua voz melodiosa:
Surpresa!
E eu sorrio um tanto assustado é claro, atordoado com a novidade me afastei cautelosamente e a vi levar uma das mãos ao ferimento, apenas acariciando-o e aproximou-se devagar novamente envolvendo as mãos atrás do meu pescoço, beijou-me os lábios e com um sorriso me disse:
Eu precisava ter certeza!
Seus olhos brilharam de castanhos para um azul muito intenso e eu soube nesse instante que a inquisição houvera deixado algumas raízes que renderam bons e belos frutos. O que mais poderia fazer? Sorri em retribuição!
Caminhávamos lado à lado em passos descontraídos apenas a luz pálida da lua ousava penetrar nas trevas, que o bosque afastado do centro da vida, nos presenteava, palco perfeito para mais uma atuação de horror, atuações quais os de minha espécie estão perfeitamente acostumados, você se acostuma é claro com o passar dos anos, matar se torna tão simples quanto respirar, quando se é necessário respirar, não é o meu caso óbviamente, já não é o meu caso à séculos.
Seus cabelos valsavem, agitados pelo vento implacável do inverno, suas formas de mulher estavam bem claras dentro do jeans justo e da blusa preta de gola alta, maldita invenção da moda, os pés confortáveis dentro da bota preta até os joelhos, ela sorria e parecia estar realmente contente com cada passo, meus elogios moderados lhe faziam sorrir e a medida que caminhávamos bosque adentro, mais minha sede aumentava, a líbido e a sensualidade de seus gestos e na sua voz, tornava a ânsia pelo momento ainda mais excitante.
Comecei a atuar e fazer uso de minhas habilidades digamos sobrenaturais? Não me orgulho disso sabem? Não mais após tantos anos, seduzir uma criatura tão frágil e fazer com que ela me cedesse a vida pulsante de suas veias, sem influenciar seus sentidos me era tão divertido, mas eu a desejava tanto que não iria permitir que absolutamente nada fugisse ao meu controle, ademais precisa agir rápido, deveria ser naquela noite, naquele momento, não teria uma oportunidade melhor, estávamos sozinhos e ninguém teria ciência de que estávamos naquele lugar. Sim eu era um assassino frio e meticuloso e adorava isso! Mas não pretendia tirar sua vida, não desta vez, mas certamente iria saciar o desejo e minha fome em seu sangue.
Ela deslizava os braços pelo meu pescoço, eu acariava sua cintura, eu sorria, lutando bravamente contra meus instintos que desejavam rasgar-lhe a garganta, e a beijei, aproximando meus lábios da pele quente e aveludada, ouvia sua respiração aumentar em intensidade de meu toque, a cada contato com o olhos eu imprimia minha força de vontade acima da dela, fazendo com que ela se perdesse no momento, com que se entregasse, pouco a pouco mimando o controle de suas ações até que ela estivesse quase adormecida em meus braços, totalmente entregue à minha vontade.
Satisfeito com o resultado me aproximei sutilmente e cravei os dentes em seu pescoço. Cliché demais? Talvez, mas acreditem as lendas tem sua parcela de verdade a exceção de uma outra veia próxima a virília essa era a melhor opção para que o sangue jorre farto para fora do corpo. Todavia...
O silêncio foi rompido por uma sorriso irônico, parecido com um soluço, seguido de uma risada aguda, ela apertou as mãos contra o meu pescoço e ergueu o rosto, assustado eu interrompi o movimento ao perceber que nada, jorrava dos ferimentos e então ela se aproximou de meu rosto quase tocando os lábios nos meus e sussurrou com sua voz melodiosa:
Surpresa!
E eu sorrio um tanto assustado é claro, atordoado com a novidade me afastei cautelosamente e a vi levar uma das mãos ao ferimento, apenas acariciando-o e aproximou-se devagar novamente envolvendo as mãos atrás do meu pescoço, beijou-me os lábios e com um sorriso me disse:
Eu precisava ter certeza!
Seus olhos brilharam de castanhos para um azul muito intenso e eu soube nesse instante que a inquisição houvera deixado algumas raízes que renderam bons e belos frutos. O que mais poderia fazer? Sorri em retribuição!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Coincidências não existem, mas enganos certamente!
Meus olhos encontraram os dela, muito antes disso senti seu perfume, suave, inebriante, delicado, não sei como tivera certeza de que um perfume poderia ser delicado, de fato, talvez fosse a mistura do cheiro de sua pele com o perfume, com muita dificuldade desviei os olhos e desci pelo seu pescoço, quase sentindo a pulsação da jugular, eu poderia mentir, mas sim é claro, sentia o cheiro do sangue. Continuei meu passeio deslizando o olhar pelo seu busto e na sequência passei velozmente por suas mãos suaves e vaguei sem pressa pelas curvas de suas pernas, em uma pequeno fração de segundos imperceptível para ela e seu consorte eu houvera memorizado cada pedaço do seu corpo, já havia feito minhas considerações sobre que região seria mais prazeirosa é claro, imaginava os pés delicados dentro da bota, no segundo seguinte eu apenas sorria e estendi a mão para ele. Como vai? Não nós vemos já faz algum tempo! Ela apenas sorria, discretamente, como uma dama, mas os olhos dela suspiravam uma mensagem muda que eu não fui capaz de entender qual era.
Eu era definitivamente um dêmonio não era? Já seria desonroso e covarde demais deseja-lâ se fossemos iguais, afinal ele tinha afeto por mim. Eramos amigos? Talvez, não sei dizer o quanto, mas levando-se em consideração o fato simplório de que eu não sou humano a mais de um milênio, ah isso mudava o anglo de visão das coisas não? Eu era um verdadeiro dêmonio pensando em esvair a vida daquele ser sem a menor piedade e remorso, apenas e simplesmente porque gostava dela, do perfume dos seus cabelos e do fervor dos teus olhos.
Conversamos alegremente sobre as trivialidades da cena, sobre os próximos eventos, agendamos encontros próximos, meia hora depois eles partiram o último vestígio foi o perfume, agora de seus cabelos soltos que chegou suave até mim, carregado pelo vento frio do inverno, após a partida da moto.
Mais tarde na mesma noite, já pelo início da madrugada passei veloz pela cidade escura e e cobri em alguns minutos a distância entre as duas cidades, velocidade não era problema e sim manter os olhos curiosos afastados da misteriosa figura negra que cruzava as plantações e as estradas, seguia trançando mentalmente uma linha reta, desviando o caminho um ou duas vezes para evitar colidir com uma animal ou árvore ao alcançar os limites da cidade, detive-me um instante aspirando o ar profundamente, seu perfume longe, rarefeito, mas eu podia senti-lâ, continuei em velocidade sobrenatural detendo-me novamente na gruta, apenas alguns minutos para apreciar a sinfonia da noite, com poucos passos e a velocidade venci os degraus parando imóvel ao centro do monumento, apenas apreciando o silêncio e saboreando o momento, pensava em alguns segundos estaria com ela em meus braços.
Parti novamente invisível aos olhos mortais e em questão de minutos estava ao lado da janela do seu quarto, imóvel um predador, sedento, espreitando a presa eu pensava, estava enganado.Não precisava me preocupar, quantas vezes ao longo dos séculos eu havia feito isso? Eu gesto simples o contato direito, rápido, com os olhos e ela apenas acordaria um tanto indisposta no dia seguinte, caso eu decidisse em um momento extrema de benevolência permitir que ela vivesse, e acredite quando eu digo que esses momentos são raríssimos em uma existência como a minha.
Como eu estava deliciosamente enganado, eu não sentia medo, ao menos era o que eu repetia para mim mesmo a todo instante, e também essa sensação se dissipou no ar quando eu a vi, agora o perfume da sua pele recém banhada era pleno, conseguia sentir o toque daquela pele quente, sentia o calor, as formas por baixo da camisola branca eram fascinantes, a leveza dos movimentos encantadores, meu corpo explodiu de desejo e o cheiro do sangue quente invadiu minhas narinas, como de costume, pensei que seria a última sensação que conscientimente sentiria antes de despertar do transe segurando o corpo sem vida, sorri, ordenei meu corpo para avançar, nada, minhas pernas não obedeciam, meu corpo não se moveu, senti raiva, observando ela estender as mãos para fechar o vidro da janela, fiquei furioso no momento em que percebi que minha vontade e determinação de possuir aquele corpo, de possuir a vida de dentro dela não foi maior que minha vontade e prazer em observar a sua beleza, por sua fragilidade por sua mortalidade, como era bela e a sombra da morte que paira sobre cada mortal a tornava ainda mais bela, eu era o predador sim e fui vencido por um sorriso horas antes.
Furioso retornei velozmente pelo caminho parando em meio a uma mata fechada no meio do nada, ao menos eu fazia ideia de onde eu estava, deixei que me corpo sem vida caisse aos pés de uma árvore, tentei chorar, mas tudo o que eu consegui fazer foi sentir mais raiva e sorrir ao me recordar do perfume da pele dela apagando o cheiro do sangue dentro de mim.
Retornei para meu repouso poucas horas antes do nascer do sol e meu último pensamento foi:
Ela é bela demais para morrer, boa demais para mim!
Enquanto isso ela disperta do sono, com os primeiros sinais da manhã, dissipando também as imagens de um sonho com ele e ela pensa:
Tolice, eles são amigos, impossível para mim!
Retornei para meu repouso poucas horas antes do nascer do sol e meu último pensamento foi:
Ela é bela demais para morrer, boa demais para mim!
Enquanto isso ela disperta do sono, com os primeiros sinais da manhã, dissipando também as imagens de um sonho com ele e ela pensa:
Tolice, eles são amigos, impossível para mim!
Para uma nova e querida amiga.
Sonhemos.
Sonho dos Perpétuos, fraco e frente à milhares dêmonios e aos três reis do inferno, tentando sair do inferno sem batalha, após recuperar o seu elmo, que havia sido furtado e negociado com um dêmonio durante seu cárcere.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Indiferença
O Amor é uma grande utopia, talvez a maior delas!
Mas e daí? Ninguém vive mesmo a realidade. Alguns preferem viver até mesmo a realidade de outros, alguns outros desperdiçam suas vidas, vivendo as ilusões de outros, chorando por emoções vendidas, especulando e discutindo por vidas que não conhecem e jamais conhecerão, proclamando verdades que eles mesmos não são capazes de realizar e crer, e alguns ainda mais infelizes se debruçam sobre vidas alheias, buscando ver nos outros aquilo que seu pobre intelecto e egoísmo julga ser verdade sem no entanto terem a menor ideia do que lhes é integro.
Antes a vida passada no reino dos sonhos do que estar ciente e inerte às aberrações dos desejos alheios e da crueldade habita no coração dos homens!
Não, não me alimento de sua carência de personalidade! Se a chama da vida não arde em seu seio em intensidade suficiente, para possas realizar algo além de existir, não irei me compadecer de sua desgraça! Desejo-te paz, mas lhe peço para que não fiques em meu caminho! Não desejo sua compreensão, tampouco sua aprovação, seus costumes, verdades, conceitos não me interessam, não me são necessários, tampouco agradáveis, viva sua vida, mas deixe as vidas alheias em paz, não teça comentários comparativos, equivocados e baseados em suas verdades, você não conhece toda a verdade, não seja tolo em acreditar que compreende a vida, você apenas compreende aquilo que tomou como verdade e ainda assim, de uma forma egoísta e centrada em você, você é o reflexo daquilo que julga correto, não significa que seja de fato bom.
O que desejo é só meu e você não pode compreender, talvez não agora, talvez um dia, de qualquer forma não me interesso por lhe explicar!
Vivo em meio a um conflito de ideais, mas não sou essencialmente bom ou mau, sou apenas humano e não sou cego para meus defeitos e virtudes, tampouco, penso que estes sejam melhores ou piores que os teus, ou quaisquer outros, apenas são meus e eu amo cada um deles tão avidamente que sofro com isso! Mas eu irei conquistar o meu mérito, irei destruir cada um deles e ver além do véu! Um dia!
Mas e daí? Ninguém vive mesmo a realidade. Alguns preferem viver até mesmo a realidade de outros, alguns outros desperdiçam suas vidas, vivendo as ilusões de outros, chorando por emoções vendidas, especulando e discutindo por vidas que não conhecem e jamais conhecerão, proclamando verdades que eles mesmos não são capazes de realizar e crer, e alguns ainda mais infelizes se debruçam sobre vidas alheias, buscando ver nos outros aquilo que seu pobre intelecto e egoísmo julga ser verdade sem no entanto terem a menor ideia do que lhes é integro.
Antes a vida passada no reino dos sonhos do que estar ciente e inerte às aberrações dos desejos alheios e da crueldade habita no coração dos homens!
Não, não me alimento de sua carência de personalidade! Se a chama da vida não arde em seu seio em intensidade suficiente, para possas realizar algo além de existir, não irei me compadecer de sua desgraça! Desejo-te paz, mas lhe peço para que não fiques em meu caminho! Não desejo sua compreensão, tampouco sua aprovação, seus costumes, verdades, conceitos não me interessam, não me são necessários, tampouco agradáveis, viva sua vida, mas deixe as vidas alheias em paz, não teça comentários comparativos, equivocados e baseados em suas verdades, você não conhece toda a verdade, não seja tolo em acreditar que compreende a vida, você apenas compreende aquilo que tomou como verdade e ainda assim, de uma forma egoísta e centrada em você, você é o reflexo daquilo que julga correto, não significa que seja de fato bom.
O que desejo é só meu e você não pode compreender, talvez não agora, talvez um dia, de qualquer forma não me interesso por lhe explicar!
Vivo em meio a um conflito de ideais, mas não sou essencialmente bom ou mau, sou apenas humano e não sou cego para meus defeitos e virtudes, tampouco, penso que estes sejam melhores ou piores que os teus, ou quaisquer outros, apenas são meus e eu amo cada um deles tão avidamente que sofro com isso! Mas eu irei conquistar o meu mérito, irei destruir cada um deles e ver além do véu! Um dia!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ao meu falecido mestre!
Ontem à noite enquanto conversava com uma grande amiga, próximo da meia noite, me recordei que hoje 06/05/2000, faz 10 anos que você nós deixou, que bem no ceio de minha adolescência , você partiu nas asas lúgubres da ceifadora, para terras desconhecidas, cessando o sofrimento carnal que se abatia sobre ti, e abrindo uma chaga que não teria então cura em meu coração até busquei a solução do grande mistério.
Jamais esquercer-me-ei de tua força e honra, de teus valores e tuas virtudes nem mesmo de teus defeitos, os quais não podem ofuscar o brilho de tua alma valente, guerreira, de sua herança levo carinhosamento em meu peito o maior dos valores que um homem pode desejar a HONRA!
Foste meu mestre na humildade e na tutela da razão e da precaução, foste meu mestre na perserverança e na submissão à Deus, me recordo de inúmeras vezes em que sua voz pesada, assumia traços fraternos para proferir belas palavras de conforto e de sabedoria frente às adversidades da existência, me recordo de teu sorriso de orgulho, quando dos meus comentários tolos e soberbos sobre detalhes históricos, ou exaltando minha boa memória, me recordo de teu sorriso sereno, ao enfrentar a dor e o sofrimento da enfermidade, me recordo de face dura ao enfrentar o trabalho pesado, árduo, me recordo de sua humildade ao comer, beber ao se levantar ou se deitar!
Me recordo de teu orgulho ao me assumir como filho, me recordo de tua decepção ao conhecer meus erros, me recordo de cada pequena cena me que fez lhe admirar!
Foste como teu homônimo da mitologia grega Diomedes valente príncipe! Heroí cuja audácia mesmo os Deuses foram vítimas!
Fizeste de mim homem e sou muito grato por isso!
Para sempre
Cleiton Moraes de Melo
Jamais esquercer-me-ei de tua força e honra, de teus valores e tuas virtudes nem mesmo de teus defeitos, os quais não podem ofuscar o brilho de tua alma valente, guerreira, de sua herança levo carinhosamento em meu peito o maior dos valores que um homem pode desejar a HONRA!
Foste meu mestre na humildade e na tutela da razão e da precaução, foste meu mestre na perserverança e na submissão à Deus, me recordo de inúmeras vezes em que sua voz pesada, assumia traços fraternos para proferir belas palavras de conforto e de sabedoria frente às adversidades da existência, me recordo de teu sorriso de orgulho, quando dos meus comentários tolos e soberbos sobre detalhes históricos, ou exaltando minha boa memória, me recordo de teu sorriso sereno, ao enfrentar a dor e o sofrimento da enfermidade, me recordo de face dura ao enfrentar o trabalho pesado, árduo, me recordo de sua humildade ao comer, beber ao se levantar ou se deitar!
Me recordo de teu orgulho ao me assumir como filho, me recordo de tua decepção ao conhecer meus erros, me recordo de cada pequena cena me que fez lhe admirar!
Foste como teu homônimo da mitologia grega Diomedes valente príncipe! Heroí cuja audácia mesmo os Deuses foram vítimas!
Fizeste de mim homem e sou muito grato por isso!
Para sempre
Cleiton Moraes de Melo
quarta-feira, 3 de março de 2010
Foi poeta - sonhou - e amou a vida.
A Poesia Ultra-Romântica
A poesia egocêntrica e sentimental do Romantismo brasileiro atingiu seu nível mais expressivo na obra dos poetas que escreveram nas décadas de 1840 e 1850, dentre os quais de destacam Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
Voltados inteiramente para dentro de si mesmos, esses poetas fizeram de seu mundo interior o centro do universo e expressaram e versos pessimistas um profundo desencanto pela vida. Seus poemas falam quase sempre de morte, solidão, tédio, tristeza e melancolia, configurando uma visão trágica da existência, que foi chamada "mal-do-século". Escrita por poetas que morreram muito jovens, quase adolescentes, a poesia dessa geração resvala frequentemente num sentimentalismo exagerado e artificial, em que há pouco de trabalho artístico. Mas a ressonância afetiva que seus versos encontraram nos leitores foi tão intensa que eles se tornaram poetas muito populares e até hoje seus poemas são apreciados.
Essa tendência poética, que recebeu o nome de Ultra-Romantismo, teve como fonte inspiradora a obra de alguns poetas Europeus, sobretudo a do inglês, Byron (1788-1824) e a do francês Musset (1810-1857)
A poesia egocêntrica e sentimental do Romantismo brasileiro atingiu seu nível mais expressivo na obra dos poetas que escreveram nas décadas de 1840 e 1850, dentre os quais de destacam Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
Voltados inteiramente para dentro de si mesmos, esses poetas fizeram de seu mundo interior o centro do universo e expressaram e versos pessimistas um profundo desencanto pela vida. Seus poemas falam quase sempre de morte, solidão, tédio, tristeza e melancolia, configurando uma visão trágica da existência, que foi chamada "mal-do-século". Escrita por poetas que morreram muito jovens, quase adolescentes, a poesia dessa geração resvala frequentemente num sentimentalismo exagerado e artificial, em que há pouco de trabalho artístico. Mas a ressonância afetiva que seus versos encontraram nos leitores foi tão intensa que eles se tornaram poetas muito populares e até hoje seus poemas são apreciados.
Essa tendência poética, que recebeu o nome de Ultra-Romantismo, teve como fonte inspiradora a obra de alguns poetas Europeus, sobretudo a do inglês, Byron (1788-1824) e a do francês Musset (1810-1857)
ADEUS, MEUS SONHOS!
Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Missérrimo! votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus? Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já que não levo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
Álvares de Azevedo - Lira dos Vinte Anos
"Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou a vida"
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Porque?
Boa pergunta, ótima resposta sempre, nunca nos deixa satisfeitos, mas sempre com a impressão de algo foi arrancado de forma cruel de dentro de nós, sábio e venturoso daquele que na alegria não se ilude, pois reconhece que a ausência da dor é apenas passageira!
How many times do I have to try to tell you
Quantas vezes eu tenho que tentar lhe dizer
That I'm sorry for the things I've done
Que sinto muito pelas coisas que fiz?
But when I start to try to tell you
Mas quando começo a tentar lhe dizer
That's when you have to tell me
É aí que você tem de me falar
Hey...this kind of trouble's only just begun
Ei... esses tipos de confusão apenas começaram
I tell myself too many times
Eu digo a mim mesma várias vezes
Why don't you ever learn to keep your big mouth shut
Por que você nunca aprende
That's why it hurts so bad to hear the words
A manter sua boca grande fechada?
That keep on falling from your mouth
É por isso que machuca tanto ouvir as palavras
Falling from your mouth
Que continuam caindo de sua boca
Falling from your mouth
Caindo da sua boca..
Tell me...
Diga-me...
Why
Por quê?
Why
Por quê?
I may be mad
Posso estar louca
I may be blind
Posso estar cega
I may be viciously unkind
Posso estar sendo cruelmente má
But I can still read what you're thinking
Mas ainda posso ler o que você está pensando
And I've heard it said too many times
E eu ouvi isto ser dito várias vezes
That you'd be better off
Que você estaria bem melhor sozinho
Besides...
Além disso...
Why can't you see this boat is sinking
Por que você não pode ver
(This boat is sinking this boat is sinking)
Que este barco está afundando?
Let's go down to the water's edge
Vamos para a margem
And we can cast away those doubts
Nós podemos nos livrar daquelas dúvidas
Some things are better left unsaid
Certas coisas não devem ser ditas
But they still turn me inside out
Mas elas ainda me reviram por dentro
Turning inside out turning inside out
Revirando por dentro, revirando por dentro
Tell me...
Diga-me...
Why
Por quê?
Tell me...
Diga-me?
Why
Por quê?
This is the book I never read
Este é o livro que nunca li
These are the words I never said
Estas são as palavras que nunca falei
This is the path I'll never tread
Esta é a trilha que nunca seguirei
These are the dreams I'll dream instead
Estes são os sonhos que sonharei ao invés
This is the joy that's seldom spread
Esta é a alegria que é raramente espalhada
These are the tears...
Estas são as lágrimas
The tears we shed
As lágrimas que derramamos
This is the fear
Este é o medo
This is the dread
Este é o temor
These are the contents of my head
Este é o conteúdo da minha cabeça
And these are the years that we have spent
E estes são os anos que passamos juntos
And this is what they represent
E isto é o que eles representam
And this is how I feel
E é assim que me sinto
Do you know how I feel?
Você sabe como me sinto?
'Cause I don't think you know how I feel
Porque eu não acho que você saiba como eu me sinto
I don't think you know what I feel
Eu não acho que você saiba o que eu sinto
I don't think you know what I feel
Eu não acho que você não saiba o que eu sinto
You don't know what I feel
Você não sabe o que eu sinto.
How many times do I have to try to tell you
Quantas vezes eu tenho que tentar lhe dizer
That I'm sorry for the things I've done
Que sinto muito pelas coisas que fiz?
But when I start to try to tell you
Mas quando começo a tentar lhe dizer
That's when you have to tell me
É aí que você tem de me falar
Hey...this kind of trouble's only just begun
Ei... esses tipos de confusão apenas começaram
I tell myself too many times
Eu digo a mim mesma várias vezes
Why don't you ever learn to keep your big mouth shut
Por que você nunca aprende
That's why it hurts so bad to hear the words
A manter sua boca grande fechada?
That keep on falling from your mouth
É por isso que machuca tanto ouvir as palavras
Falling from your mouth
Que continuam caindo de sua boca
Falling from your mouth
Caindo da sua boca..
Tell me...
Diga-me...
Why
Por quê?
Why
Por quê?
I may be mad
Posso estar louca
I may be blind
Posso estar cega
I may be viciously unkind
Posso estar sendo cruelmente má
But I can still read what you're thinking
Mas ainda posso ler o que você está pensando
And I've heard it said too many times
E eu ouvi isto ser dito várias vezes
That you'd be better off
Que você estaria bem melhor sozinho
Besides...
Além disso...
Why can't you see this boat is sinking
Por que você não pode ver
(This boat is sinking this boat is sinking)
Que este barco está afundando?
Let's go down to the water's edge
Vamos para a margem
And we can cast away those doubts
Nós podemos nos livrar daquelas dúvidas
Some things are better left unsaid
Certas coisas não devem ser ditas
But they still turn me inside out
Mas elas ainda me reviram por dentro
Turning inside out turning inside out
Revirando por dentro, revirando por dentro
Tell me...
Diga-me...
Why
Por quê?
Tell me...
Diga-me?
Why
Por quê?
This is the book I never read
Este é o livro que nunca li
These are the words I never said
Estas são as palavras que nunca falei
This is the path I'll never tread
Esta é a trilha que nunca seguirei
These are the dreams I'll dream instead
Estes são os sonhos que sonharei ao invés
This is the joy that's seldom spread
Esta é a alegria que é raramente espalhada
These are the tears...
Estas são as lágrimas
The tears we shed
As lágrimas que derramamos
This is the fear
Este é o medo
This is the dread
Este é o temor
These are the contents of my head
Este é o conteúdo da minha cabeça
And these are the years that we have spent
E estes são os anos que passamos juntos
And this is what they represent
E isto é o que eles representam
And this is how I feel
E é assim que me sinto
Do you know how I feel?
Você sabe como me sinto?
'Cause I don't think you know how I feel
Porque eu não acho que você saiba como eu me sinto
I don't think you know what I feel
Eu não acho que você saiba o que eu sinto
I don't think you know what I feel
Eu não acho que você não saiba o que eu sinto
You don't know what I feel
Você não sabe o que eu sinto.
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