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sexta-feira, 7 de março de 2008

Para a dama dos olhos mais tristes que já conheci

E Cronos nada perdoa, nada poupa, exceto a beleza triste e opaca dos teus olhos, olhos dos quais sempre me lembrarei, você exalta a felicidade, o amor a paixão, mas eu me pergunto se tu as conhece por verdade ou apenas se ilude com o conforto e rotina daquilo que lhe ofertaram como tal...!? Não importa mais, você está distante, fora do alcance de minhas mãos e para sempre imersa no profundo e sereno sepulcro dos teus medos, você foi talvez a última de minhas paixões, me pergunto se o teu medo de amar é maior que o medo de estar só.



A lembrança do teu olhar arde viva em minh'alma, seus olhos buscando compreensão dentro dos meus, naquela noite que se tornou manhã, naquela manhã que se tornou sonho e depois se fez ruinas, recordo-me de nossa única tarde no santuário dos mortos, de ouvir sua voz hesitante, me falar dos teus desejos aflições, de me fascinar com a facilidade com que seus olhos me diziam tudo o que você não fora capaz, de sonhos com teu afeto com teu afago, com sua alma, não existe mérito no amor, somente existe a dor e quando somos capazes de resistir a ela, realmente podemos amar, eu não a amei por certo, tampouco tu o fez, mas o amargo da dúvida ainda me persegue preciosa minha, com que tormento convivo se não sei do que devo me arrepender. Você foi o último dos meus sonhos, você sempre será uma bela recordação.

Destino

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

The Ballad of Reading Gaol - Balada do Cárcere de Reading

Este é o último verso do célebre poema de Oscar Wilde publicado em 1898, escreveu durante seu cárcere, majestosamente verdadeiro e sincero...!

And all men kill the thing they love,
By all let this be heard,
Some do it with a bitter look,
Some with a flattering word,
The coward does it with a kiss,
The brave man with a sword!

Apesar disso escutem bem todos os homens
Matam a coisa amada;
Com galanteio alguns o fazem, enquanto outros
Com face amargurada;
Os covardes o fazem com um beijo,
Os bravos, com a espada!

Oscar Wilde

sábado, 20 de outubro de 2007

Para Evelyn II

Ainda que o céu e o inferno consipirem contra mim, jamais verão minhas lágrimas de dor, pois minha alma é grande e infinita assim como o lamento e a angústia do amor, não haverá mal sobre meu corpo que faça com que meu espírito desista, poís mágoa ou chaga maior jamais a de existir que meu coração imortal já não resista, mesmo que me sejam removidos os sentidos, verei e sentirei o perfume de sua pele a me atormentar e este tormento que sei sofrerei será o meu castigo por uma dia ter-te amado

Promessa Eterno Amor

Não sei se o grande amor que hoje floresce
nossa existência, embalsamando tanto
será da própria essência do que cresce
dia-a-dia na vida, eterno e santo.

Dizem que o afeto que hoje me enriquece,
será diluído em pérolas de pranto,
porque o homem que adora, um dia esquece
por outro amor o seu maior encanto...

Que importa? Viverei pela saudade,
venturosa, talvez mesmo esquecida
pois meu amor contém a eternidade...

Amor forte demais para esquece-lo
que passa além da morte, porque a vida
é pequena demais para conte-lo

Maria Sabina de Albuquerque

Para Evelyn

Sinto tanto, sua ausência , apesar de não demonstrar aos cegos ao meu redor, ou talvez sejam eles que não veêm, não sei ao certo, tudo o que sei é que em cada passo, cada movimento, cada olhar, mesmo os mais belos sorrisos, tudo de bom e de ruim que minha memória guardo só me faz lembrar o quanto fui feliz ao lado seu e a saudade, o desejo no meu corpo me torturam em todos os instantes em que tento ouvir meu coração, cada evento em meus dias me remete à uma recordação de ti, seja ela feliz ou triste não faz diferença, a adaga com a qual a saudade perfura meu peito é sempre a mesma e junto com cada segundo de dor, um lágrima, um lamento, a sensação de fracasso por não ter sido capaz de evitar o nosso fim, mesmo sendo tão cético, às vezes me pergunto se algum dia estarei novamente contigo e minha alma me resposde dizendo que se eu realmente assim quizesse, estaria ainda agora, espero que sejas tão feliz a ponto que eu venha a ser somente uma vaga lembrança, contudo, rogo ao meu Senhor que me prive de ter ver em outros braços que não sejam os meus.

Escrevi essas linhas em algum lugar de 2005, quando o amor que pensei ter encontrado me abandonou, por culpa de minha próprias "virtudes" hoje em dia ainda me parece bonito...! Hoje somos amigos...! E desejo tudo em dobro exceto a última parte...!

Ouvindo Miss you love - Silverchair

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Nada especial

Sou hoje e serei sempre o que preciso ser, o que desejo ser, o que entorpece meu ego de prazer e minha alma de alegria, sou o que o momento solicita, sou o amigo, o rival, o companheiro ou o algoz, sou o um arauto das forças do abismo ou o mensageiro dos hordas celestes, o irmão confidente que confia e ousa perdoar, sou a nova face de Iscariotes, sou o mais sincero dos amigos ou o mais ardiloso dos rivais, em cada segundo uma nova concepção, sou o que a razão despreza e idolatra, sou o oposto e o argumento a favor, sou a contradição e o dualismo, sou o que a situação exige, sou o que meu sangue clama, sou o que meu corpo pede, sou o que as almas que cruzam meu caminho anseiam, sou o que elas mais temem, o tudo e o nada o profano e o sagrado, o que quero e o que desejo não mais não menos, nunca mais vou mendigar o amor de alguém, nunca mais vou despejar meu afeto em que não o fizer por merecer, não pronunciarei setençãs nem me colocarei em oposição à elas, posso estender-te a mão ou sufocar seu último suspiro com se esmaga um inseto, posso permitir que os cristais rolem por minha face frente à tua miséria ou posso me preencher de eufória e emoções pela sua desgraça, tudo e nada do que fizeres fará diferença alguma e este é talvez o único conforto que podes alcançar, nunca saber porque.

Ouvindo Ava Adore - Smashing Pumpkins

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Desesperança

Abondona-me utopia miserável
E leva contigo teus tesouros
Deixa-me ir venturoso e sem chagas
Sem mais lágrimas e desgostos

Cri, creio e crerei adiante
Mas sem esperança de viver
Tua glória que tanto busquei
Sepulto em meu querer

Vai-te e sem rancor se lembre
De quem te amou como ninguém
Jamais derrame pranto em vão
Por quem não te quer bem

Lembra-te-ei deste humilde
Quando sozinha com teu lamento
Antes as chagas de um amor
A toda uma vida sem afeto

Destino dos Perpétuos

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Prece

Meu senhor...imploro sem merecer à vossa misericórdia, toma o que lhe pertence neste momento e faça-me retornar ao nada, pois se deste fora criado a este devo retornar, sinto agora ainda mais neste dias pavorosos em que me encontro, durante todo o tempo em que vossa graça soprara dentro de mim à vida, lutei a cada instante para do nada me afastar e hoje me torno parte dele e nada mais tenho a lamentar se não à minha própria fraqueza...Toma o que é de vosso poder para que eu desapareça levando abraçado comigo para o esquecimento o que me tornei...antes contudo cada chaga, em cada segundo de dor...fazei valer meu castigo além de meus tormentos...faço por merecer toda vossa ira, embora saiba que terei apenas o vosso pranto de desapontamento...sim meu senhor...nada sou se não um covarde com devaneios de nobreza, um fraco delirando em empunhar a espada da justiça, um demônio...vislumbrando as asas de anjo, um maldito tão sem valor quanto fora o meu pecado...Levanto-me contra todas às vossas bênçãos e de joelhos toco à vossa obra, erguendo as mãos tentando alcançar...mãos sujas com meu próprio sangue...estou aqui implorando à vossa clemência...mas não para o meu perdão e sim para o meu fim...seja como for...que venha breve pois não sou mais digno de caminhar entre meus irmãos se mereço ainda vossa atenção trago junto com minhas preces último, talvez também o primeiro ato de nobreza que os pecados daqueles que amo venham acorrentados à minha sentença ao menos um conforto haverei de ter, pois estou certo de que não haverá castigo para o que trago em minh’alma...nem mesmo nos domínios de Lúcifer.

Destino dos Perpétuos 10/2004

Já não doi mais...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Último lamento

Suspiros de uma alma a muito sofrida
Ecoavam pelo manto da noite à dentro
Buscando encantos encontrei ferida
Em toda bela face o desapontamento

Gentis minhas preces sussurradas
Implorando a um Deus ausente
Junto à tristeza de mãos dadas
Rogando por um final clemente

Emerso perdido num sentimento
Caminhei noite após noite ao léu
Confinando no peito meu tormento
Lamentando na beleza negra do céu

Fora um dia como um qualquer seria
Que tua graça me foi ofertada
Fora para sempre embora toda agonia
Que minh’alma enfrentara

Já não mais achar-me-ei entre lamentos
Sorrir e chorar...como amar e sofrer...
Meu pranto e alegria provém de momentos
Todos desde que encontrei à você

Destino

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Night of Sorrow

I could forgive if I hadn’t judged too
In that night I saw the angels falling around me
I could cry if I hadn’t loved you
That night I finished my search for your glory
That night destiny ended our sad story

I finally found it my Lord at the moment
In that Lucifer’s wings changed
The last sound of hope in painful silent
That night I cried by myself in the ruins of my mistake
That night I went deep as deep as my soul could take

That night the final sigh of the man I used to be
Disappeared in to the shadows of your wild face
When at the moment of higher sadness I was free
Suddenly my tears burns after turns in to fire
Serious flames of my only highest one desire

When I felt your hand touching on my shoulder
Softly heard your voice calling my name
In that moment in that night I felt you so closer
I realized that I was no more the owner of my heart
I realized love while I looked at your tears falling apart

Destino dos Perpétuos